Pensar será obsoleto

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Em nome de causas reais, mobiliza-se um exercito de “fiscais” histéricos sempre que julgam que alguém ultrapassou seus virtuosos limites.

Rotula-se por um comentário, uma piada, uma expressão (geralmente de mal gosto) legitimando a execução de penas que podem variar entre a execração pública, ou o limbo de quem pode viver na sociedade, mas sem direito a emprego ou respeito. Foram condenados.

Por trás da histeria, temas justos legitimam movimentos políticos e ideológicos que se autoproclamam detentores da verdade e, por isso mesmo, juízes de causas que originalmente não lhes pertence.

Criam um próprio discurso, uma estética, uma linguagem que os caracterize como tribo, priorizam pautas que escondem reais interesses e, em nome da virtude, arregimentam soldados.

Se alguém contesta os movimentos, suas penas, ou representantes, automaticamente é acusado de ser contra as causas. Em um mundo onde a imagem e a reputação são essenciais, raros ousam contestá-los. É mais uma ferramenta de controle.

Chegará o tempo em que pensar será obsoleto.

Produza mais e pense menos

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Estamos criando uma tecnologia maravilhosa por um lado e emburrecedora por outro, especialmente porque a tecnologia e a linguagem , sobretudo, tem sido ferramentas desenvolvidas para o controle. Aceitamos passivamente o conteúdo digital enquanto desaprendemos a pesquisar, questionar e duvidar.
 
Lemos mais Gifs e menos livros. Mais memes e quase nada de poesia. Muitos bordões, pouquíssima lucidez. Na rede brigamos, combatemos, elegemos heróis e inimigos de causas que nem sabemos direito quais são.
 
Aceitamos a substituição das palavras por apressados bordões até que sejamos uma massa tão homogênea que qualquer “deformidade” logo será percebida e excluída.
 
Enquanto isso os “filósofos da autoajuda” seguem no discurso de formatação, para que você “produza mais e pense menos”.