Um homem na multidão

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Há uma multidão naquele homem do outro lado da rua.

Quantos pensamentos, quantos sonhos, quantas respostas escondidas na irremediável pressa? Ele não caminha sozinho. Nele os pais, os amigos, o mundo inteiro.

Em seus trejeitos vejo respostas. O homem atravessando a rua pensa que é livre. Ele não sabe que nenhum pensamento é autônomo. As certezas que carrega foram filtradas por outras certezas, as dúvidas fomentadas por outros corações, o olhar que reflete a visão de muitos.

A “coisa” que habita a carne encontra uma linguagem e se expressa. Fazemos ciência, arte, literatura, inventamos religiões, culturas, em tentativas de entender quem somos.

Somos muitos. A humanidade inteira, o universo, talvez, contido naquele corpo apressado que atravessa a rua e agora some no meio de outros.

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