Ninguém despertou

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Ninguém “despertou”.

Somos fragmentados, fruto de uma cultura, de um tempo, de valores que carregamos sem nunca questionarmos. Reconhecer que não há “despertos” nos mantém em movimento.

Um mundo cheio de “despertos” e “iluminados”, seria muito chato; sem ciência, sem aprendizado, sem dúvidas..

Prefiro os que estão aprendendo e não sentem necessidade de provar nada à ninguém.

A vida não cabe em manuais

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Não acho que a vida caiba em manuais. Fórmulas que serviram para um, podem não servir para outro. As pessoas são diferentes e, por mais que possam compartilhar experiências, é bom lembrar que cada olhar carrega impressões únicas e significados absolutamente próprios.

Coisas simples e cotidianas

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E se você pensar em algo voluntário? Qualquer coisa.

Voluntarie-se para ser gentil com quem, distraído, não te vê.

Para não ser tão apressado a pensar que sabe tudo sobre o outro e evitar julgar por qualquer besteira.

E se você usar o trânsito como exercício de paciência? Sei que nem sempre é fácil, mas que tal tentar?

Seria interessante aprender a olhar seu trabalho como algo mais valioso do que a simples remuneração financeira. Qualquer trabalho tem gente em uma ponta e gente em outra, pode até ser que você não goste do que faz, então movimente os significados.

Por que fazer sempre os mesmos caminhos, comer as mesmas coisas, usar sempre as mesmas roupas?

Dá um tempinho no celular, minutos, que seja, e tente voluntariar-se a ver. Perceber as pessoas, os cenários, as situações cotidianas que podem ser tão ricas.

A gente anda tão condicionado e nem percebe que basta pouco pra sair dos casulos. Diminuir as pressas, ver, prestar atenção, voluntariar-se para além dos padrões.