Virtudes e defeitos podem ter a mesma raiz?

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É bom reconhecer meus defeitos e questioná-los, mas prefiro fazer isso com minhas virtudes.

Reconhecer defeitos me enobrece, demonstra humildade, mas quem é capaz de enxergar as virtudes com imparcialidade e perceber que virtudes e defeitos podem ter a mesma raiz e serem expressões aparentemente antagônicas nutridas pela mesma fonte?

São linguagens diferentes alimentadas pelas mesmas influências.

Talvez meus defeitos não sejam só “maus”. É possível que parte deles expressem dimensões que, em mim, não existem sobre o rótulo de serem boas ou más e, por não serem vistas, se expressam de um jeito que não gosto. Elas gritam.

Talvez minhas virtudes não sejam tão “puras”. É possível que, nutridas pela mesma raiz dos “defeitos”, sejam disfarçadas expressões de vaidades e inseguranças. Faço o “bem” porque serei reconhecido. Sou “generoso” e alimentarei meu ego carente.

Assusta reconhecer que grande parte do que gosto em mim pode ter o mesmo ponto de partida do que me desagrada e eu não quero ver.

Passado o susto sou capaz de me enxergar de maneira mais completa. Sem dicotomias ou maniqueísmos. Em paz com o que sou e estou me transformando todos os dias.

 

 

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