Educação, controle e liberdade

Padrão

Quanto mais imatura uma criança, mais necessário impor regras. Seus valores amadurecerão a partir dos pais, que, por sua vez, são fruto da cultura onde vivem. Com o tempo o ideal é que o papel dos pais deixe de ser o de tutores, mas de apoiadores, incentivando descobertas próprias, como um pássaro que ensina o filhote a voar.

Pais que não permitem a evolução dos filhos e se colocam eternamente como imprescindíveis tendem a gerar adultos imaturos. Chegará o tempo em que os pais precisarão relativizar sua importância e deixar que os filhos trilhem os próprios caminhos. É preciso que os jovens ocupem seus espaços.

É assim que vejo o papel da educação de maneira geral. Ampliar horizontes, promover senso crítico e incentivar a independência, até para que velhas ideias se renovem e os valores possam ser discutidos com liberdade.

Educação é arejamento e promove liberdade!  Quanto menos educação, mais controle.

Funciona com indivíduos, as famílias, as empresas, o estado e as instituições.

Inibir o questionamento e o desenvolvimento do senso crítico é exercer controle. Gente imatura gosta de ser controlada e os governos conhecem muito bem essa dinâmica.

 

 

 

Monstros insaciáveis

Padrão

Se o debate “direita” e “esquerda” acontecesse fora da zona do maniqueísmo, ficaria mais fácil enxergar o que uma ou outra tem a contribuir.

O problema é que eleitoralmente não vale a pena.

Rende mais votos um lado demonizar o outro e se vender como solução para todos os problemas. Não há debates, mas bordões, acusações e rótulos.

Quem perde é o povo, cada vez mais inflado a tomar partido, não em defesa de ideias, mas em fortalecer autoproclamados salvadores da pátria.

Se a paixão é um terreno infértil para lucidez, no campo político, alimenta monstros. E esses, são insaciáveis.