Ouvindo e pensando

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Sem demagogia ou autopromoção, mas que espaço bom tem sido a rádio Inverso. Hoje cedo comecei ouvir, por volta das 6h. As músicas, os pensamentos, tudo tão bom. Às 7h entrei no ar e fiz duas horas de Mensagens. Me fez bem, foi especial.

Segui na audiência, ouvi parte do Mundo Incrível com o Antônio e agora estou ouvindo meu irmão, o Leonardo, com o Filosofia Inversa.

Ele comentava sobre a industria motivacional incutindo o tempo inteiro a angústia, a expectativa, com bordões do tipo: “Você pode conquistar o que quiser!”.

Gostei de ouvir a conclusão/provocação do Leonardo que foi mais ou menos assim: Certamente você pode conquistar o que quiser. Mas será que precisa? Será que esse teu querer, por mais justificado que seja, não reforçaria tua insegurança que precisa se esconder atrás do que você pensa que será importante, mas somente te manterá em uma prisão? Antes de querer, pense na razão pela qual você tanto quer.

Agora tem uma música triste e bonita no ar. To ouvindo e quis vir aqui escrever. Que bom tem sido a rádio Inverso pra mim.

A censura e as “Fake News”

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Me incomoda esse discurso sobre as “Fake News”. Tem cheiro de censura.

Quem faz essa curadoria? Baseado em que? Pelo que tenho acompanhado, inclusive sobre o recente fechamento de páginas do FB, opiniões tem sido classificadas como notícias falsas.

Como assim? Opinião é uma coisa, eu posso concordar ou discordar. Notícia é outra coisa e está relacionada a um fato. Os julgamentos tem aparentado completa subjetividade na medida em que faltam explicações claras.

Essa tem sido uma prática atual. Em nome de uma causa incontestável (quem é a favor de notícias falsas?) cria-se uma caixa “Fake News” e rotula-se tudo o que seguir na contra mão de quem se coloca no papel de “moderador”. É a mesma dinâmica do patrulhamento politicamente correto.

Qual é o limite? Quem define? Estamos entrando em um jogo perigoso.

 

 

Ninguém despertou

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Ninguém “despertou”.

Somos fragmentados, fruto de uma cultura, de um tempo, de valores que carregamos sem nunca questionarmos. Reconhecer que não há “despertos” nos mantém em movimento.

Um mundo cheio de “despertos” e “iluminados”, seria muito chato; sem ciência, sem aprendizado, sem dúvidas..

Prefiro os que estão aprendendo e não sentem necessidade de provar nada à ninguém.

A vida não cabe em manuais

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Não acho que a vida caiba em manuais. Fórmulas que serviram para um, podem não servir para outro. As pessoas são diferentes e, por mais que possam compartilhar experiências, é bom lembrar que cada olhar carrega impressões únicas e significados absolutamente próprios.

Coisas simples e cotidianas

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E se você pensar em algo voluntário? Qualquer coisa.

Voluntarie-se para ser gentil com quem, distraído, não te vê.

Para não ser tão apressado a pensar que sabe tudo sobre o outro e evitar julgar por qualquer besteira.

E se você usar o trânsito como exercício de paciência? Sei que nem sempre é fácil, mas que tal tentar?

Seria interessante aprender a olhar seu trabalho como algo mais valioso do que a simples remuneração financeira. Qualquer trabalho tem gente em uma ponta e gente em outra, pode até ser que você não goste do que faz, então movimente os significados.

Por que fazer sempre os mesmos caminhos, comer as mesmas coisas, usar sempre as mesmas roupas?

Dá um tempinho no celular, minutos, que seja, e tente voluntariar-se a ver. Perceber as pessoas, os cenários, as situações cotidianas que podem ser tão ricas.

A gente anda tão condicionado e nem percebe que basta pouco pra sair dos casulos. Diminuir as pressas, ver, prestar atenção, voluntariar-se para além dos padrões.