Unanimidades

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Talvez seja exagero de minha parte.
Ultimamente tenho usado a aprovação da maioria como medida para o que não quero.
Se todos são, não sou. Todos vão? Então fico. A maioria achou graça? Eu não.
As músicas mais ouvidas, os políticos mais votados, os livros mais lidos, os posts mais curtidos, a moda, os medos, os movimentos, a lista é longa.
Quer coisa mais irritante do que palestrantes motivacionais?
E os gifts e anexos que dominaram os “inbox”? Ou os recortes da última palestra chata do fulano de tal no whatsapp, os padres cantores, os gurus vendendo vida melhor com seus dentes superbrancos, o marketing em tudo, como linguagem absoluta, onipresente, onipotente, inquestionável. Cansativo!
Tudo bem, pode ser que seja rabugice. Provavelmente é.
Mas confesso minha impaciência diante das maiorias e seus claustrofóbicos pensamentos politicamente corretos.
Estou cansado de unanimidades. Unanimidades? Pois é, Nelson Rodrigues tinha pensamentos interessantes sobre elas.

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