Descobri meu jardim

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Hoje de manhã li um texto do Rubem Alves que falava sobre um terreno que mantinha na Serra da Mantiqueira, sem muita utilidade, selvagem, crescendo desordenadamente, mas que fazia bem saber que preservava aquele pedaço de chão para recolocar o espírito em ordem, mais ou menos como fazemos com os jardins.
Jardins não servem para muita coisa, mas o que seria do mundo sem eles? Dizem por ai que Deus andava cansado do cosmos enorme e solitário e resolveu criar um planetinha só para plantar um jardinzinho que depois foi infestado por pragas devoradoras. Mas essa é outra estória.
Eu também tenho um jardim. Sou urbano, nasci em São Paulo, moro em uma capital e reconheci o meu ao ler o texto: A rádio Inverso.
Por favor não leia esse texto como propaganda da rádio, mas a constatação de um jardineiro que cuida das plantas, que se relaciona com os pássaros (a maioria dos pássaros que visitam o meu jardim são da espécie “quietinhos”), tem os que eu sempre vejo nas árvores, cantam alto, até serpentes encontrei no meu jardim.
Já me disseram para vender as maças que produzo, que sou idealista demais, que poderia muito bem plantar árvores que se transformariam em móveis caros.
Eles não sabem que meu jardim não serve para nada e é ai que mora a beleza.
Vou quando quero, alimento os pássaros e me alimento das frutas.
Em determinadas épocas tenho menos tempo, talvez menos vontade mesmo para podá-lo, em outros me dedico mais , mas a natureza sempre dá um jeito de torná-lo belo.
Eu não sabia que minha rádio era um jardim. Achava que não tinha nenhuma vocação para jardineiro, mas até que estou me saindo bem.
Vou andar mais atento. Deve haver mais jardins pelo caminho.

3 comentários sobre “Descobri meu jardim

  1. Olá, Flávio. Eu confirmo. Sua rádio é um jardim e você é um ótimo jardineiro. Vez ou outra eu visito seu jardim, lindas flores tem por lá. E por favor não desista de ser um jardineiro. Neste seu jardim ou em qualquer outro que você venha a cultivar, na certeza que nada é eterno, tenho convicção que sempre teremos o que apreciar.

    Ao ler esse seu texto uma brisa suave me tocou. Será que é um convite para visitar o seu jardim? Quem sabe? Mais tarde apareço por lá. =)

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