A beleza

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Nada é propriamente belo porque a beleza não fica.
Ela passa, como o vento.
As folhas mexem e traduzem a passagem, ou as águas, movimentam-se, porque o vento as tocou.
Um dia o jardim enfeia, o corpo desfaz, as paisagens viram selva de pedra e depois outras coisas.
A beleza aparece, deixa-se ver e vai. 
Não é fixa, nem domesticável. Etérea, beleza, que mora nos instantes.