Ciclos

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A madrugada morreu.
Perdeu-se no ar gelado entre canto de pássaros que celebram a chegada da manhã.
Virá a tarde, decompondo-se lentamente até que a noite se imponha.
Quando a noite chegar, morrerei.
Verei o céu e o mar, meu corpo de infância entre memórias que ainda são. 
Um raio de sol me trará de volta.
Será a morte da madrugada. Mais uma.
Nascerá a manhã, outra manhã que daqui à pouco morrerá.

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