A natureza de minhas virtudes

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Reconhecer a natureza dos meus defeitos é relativamente simples. Um pouco de honestidade é suficiente para deixar de arrumar culpados e assumir meus tantos limites. Isso me enobrece, me valoriza com ser humilde.

Difícil é reconhecer a natureza de minhas virtudes. O que era motivo de orgulho, revela-se resposta de movimentos que não gostaria de assumir, mas que, ainda sim, fazem parte do que sou.

Tenho tentado prestar atenção nisso.

Aos 43 anos não é difícil admitir meus defeitos. O desafio é jogar luz sobre minhas virtudes, reconhecendo que, em grande parte, defeitos e virtudes não passam de respostas diferentes para as mesmas questões.

 

 

 

Luz sob a fresta

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Quer saber como aconteceu?
Primeiro a luz escorreu timidamente sob a fresta.
Os olhos irritados, acostumaram a ver.
Depois abriu a janela e por último a porta.
Vê aqueles expostos ao sol? 
São os que perderam o medo e saíram.
Os outros?
Continuam trancados, apavorados, vedando qualquer entrada de luz. Não, não querem ver.
Para eles a luz é uma ameaça e os que saíram, malditos pecadores.