Linguagens de uma coisa só

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Acredito que o insight do cientista, a beleza da poesia, a complexidade de uma sinfonia, os pensamentos mais profundos, são expressões de uma coisa só. Como se tudo o que é belo e verdadeiro estivesse “no ar” e pudesse ser capturado pela mente humana que decodifica e transforma em linguagem. O cientista fará cálculos, o poeta, textos, o músico vai compor e nenhum deles saberá que estão falando sobre a mesma coisa, o infinito, o que também se projeta no mar, se estende no céu, no que chamamos de amor, tudo uma coisa só, manifestando-se na linguagem de quem diz.

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Quais pensamentos tem alimentado?

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Quais pensamentos tem alimentado sua mente? Reflexões e provocações nesse Mensagens que chegam pela manhã.

O silêncio das palavras

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E se nossas palavras fossem promotoras de silêncio?
Aquele silêncio de alma, cheio de ternura, quando a experiência nos cala, pois fala onde se ouve mais.
As palavras não deveriam ser usadas como se nelas houvesse vida própria.
Palavras são casulos. As mesmas letrinhas dos salmos bíblicos podem compor um funk ostentação, poemas de amor, sentenças judiciais, manuais técnicos…
Palavras são corpos. Corpos habitados por alma, letras habitadas pela energia que evocam.
A tecnologia nos expôs ao assédio das palavras e parece que sempre que algo como o incansável whatsapp diz alguma bobagem as letras empobrecem, esvaziam em nós; promovem ruídos.
Ruido dos excessos, do exagero, da sobrecarga.
Se nossas palavras fossem promotoras de silêncio ouviríamos melhor.
Ouvir melhor é fundamental para pensar melhor, para discernir quantas desimportâncias nos distraem, nos expõe às armadilhas como um inseto preso na teia de aranha. Perdeu o espaço, o movimento, a liberdade.
Uma mente ruidosa encurrala os pensamentos e eles deixam de voar.
Tornam-se reféns dos excessos, apequenam-se, esquecem do gosto da liberdade curiosa, do encanto natural das coisas simples, do silêncio imposto pelos prazeres mais contundentes.
Silêncio que revigora, que promove descanso, que desentope a audição; silêncio… O silêncio das palavras.

Prazer pela escravidão

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A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão. Aldous Huxley

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Disfarces

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Uma autoimagem exagerada costuma ser esforço para compensar a fragilidade de dentro. É uma compensação. Geralmente o lado de fora cheio de exageros, de vaidades, de arrogâncias tenta compensar a baixa estima. O medo de ser “descoberto” cria disfarces.

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Expanda a caixa…

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Se você se assusta com pensamentos diferentes dos seus por sentir que não cabem em sua caixa, ao invés de hostilizá-los, considere a possibilidade de que sua caixa seja pequena demais