Isso, que chamamos de democracia

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Democracia, palavrinha que mais se fala hoje no Brasil, pela qual houve tanta luta no passado e não soubemos o que fazer com ela.
Qual democracia? Eleitores expostos ao sedutor e milionário marketing político, convidados para, de anos em anos, comparecerem a uma sessão eleitoral e participarem de eleições esquisitas, duvidosas, depois pagarem os impostos, sumirem, desaparecerem se possível.
Democracia? Aqueles que falam em nome dela e teoricamente deveriam representar seus eleitores, cooptados por empresas financiadoras de campanha, proprietárias de políticos que, na maioria dos casos só se preocupam com quanto vão ganhar e como se elegerão na próxima.
Democracia que aplaude quem faz o mínimo como se fosse um grande ato de benevolência, onde se unge com louvor o “rouba, mas faz”.
Ontem, vendo aqueles senhores com cara puxada e cabelo pintado se acotovelando para darem tchauzinho para as câmeras, enrolados em bandeiras, fazendo festa, fazendo graça com seus discursos sem pé nem cabeça, mandando beijo para tia, para deus, para sei lá quem… Ou os mesmos, só que de outra trincheira, discursando como se o que estivesse acontecendo fosse uma luta de classes, os ricos contra os “camponeses” (representados por eles e os movimentos sociais comprados), os descontentes com a “democracia” promovida por fisiologismo, por demagogias, por desvios de dinheiro público.
Fique o governo, venha outro, serão variações da mesma coisa, apenas com linguagens diferentes. Resultados de escolhas de um povo que é usado como legitimador de tanta injustiça, de tanta roubalheira, de tantos interesses que não são seus. Façam o que quiserem excelências, tudo pode, tudo vale nessa coisa pela qual vocês brigam e ao mesmo tempo repartem, isso que vocês chamam de democracia.