O ponto de onde vejo

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Em matéria de pensamentos, ninguém é autossuficiente. Inegavelmente somos influenciados por pessoas próximas, por leituras, pela cultura e pelo tempo onde estamos inseridos.
A geografia, que tipo de experiência tivemos, como fomos criados, como estamos vivendo, como está nossa saúde, nossas finanças, nossos relacionamentos… São vetores que interferem no jeito como nos vemos e, consequentemente, como vemos a vida.
Por isso acredito que a grande questão não é como vejo o mundo, mas como me vejo. Tudo derivará desse ponto de partida que, uma vez modificado, modificará todo resto.

Reflection of a globe in a person's eye

Reflection of a globe in a person’s eye

Jeitos de ver

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As experiências são fixas. Algo aconteceu e ficou naquele fragmento de tempo chamado passado. Mas nós somos seres em movimento e, mesmo que haja resistência, jamais permaneceremos exatamente no mesmo lugar. Tudo está em movimento. Isso permite que a mesma experiência seja vista por várias perspectivas durante a vida e que os significados se multipliquem na mesma medida em que o ponto de onde vemos foi alterado. As experiências não se movem, mas quem não tenta se prender à elas, renovará em cada passo o jeito que as enxerga.