A chave

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Não há ciência sem mistério. Filosofia sem perguntas é presunção do saber. O céu estrelado, o espaço sem limites, o tempo e o não tempo, a morte presente, lembrando que as réguas que usamos para medir o infinito são pequenas demais.
Os poetas que amamos não representam nada diante dos que já existiram anonimamente. As sinfonias, pálidos reflexos dos sons que ainda não ouvimos. O amor que conhecemos, manifestações de nossas contradições diante da abrangência do que de fato é. A beleza que não encontra limites, o encantamento que apesar de tudo se projeta no simples. Talvez ai esteja a chave.
Não há mistério, nem profundidade, nem nada que seja desconhecido e não se relacione quanticamente com nossas expressões mais corriqueiras, pequenos insights, movimentos tão sutis que não são percebidos apesar de carregarem potencialmente expressões da magnitude universal.
Em cada humano que nasce e morre expressões completas do universo. Universos que caminham sobre pernas. Universos que nem sabem que são.
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Temporais

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Temporais, lindos, selvagens, nos fazem lembrar que nada na vida é fixo, nem estável. A árvore centenária pode despencar, os carros expulsos pelos rios que tomam conta das avenidas, o barulho da cidade substituído pelo da água que cai sem distinção, sem cuidado, sem cerimônia. Cai e lava e nos lembra que que a vida é um eterno movimento de renovação, de limpeza por águas que caem.

Tempestade