Mudanças de paradigma? A verdade é o que simplifica

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Cada vez mais se discute sobre novos paradigmas da espiritualidade, “revelações” que só agora a humanidade está pronta para ouvir e então palestrantes, escritores, líderes espirituais discorrem sobre mensagens canalizadas e/ou reveladas de alguma maneira por Deus, por espíritos, por ETs, por consciências fora do planeta que falam sobre muitas coisas. Datam-se ciclos, debate-se fórmulas, práticas, estágios evolutivos etc… Praticamente todos os dias alguém me envia algum conteúdo desse tipo e pede minha opinião. Nesse breve vídeo eis o que penso.

Psicologia das massas

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Lendo Freud “Psicologia das massas” : “A massa é extraordinariamente influenciável e crédula; é desprovida de crítica; para ela, o improvável não existe. Ela pensa por imagens que se evocam associativamente umas às outras, tal como ocorre ao indivíduo nos estados do livre fantasiar, e nenhuma instância razoável afere sua correspondência com a realidade.
Os sentimentos da massa são sempre muito simples e muito exagerados.
Assim a massa não conhece nem a dúvida nem a incerteza.
Ela vai logo ao extremo; a suspeita manifestada logo se transforma em certeza irrefutável, um germe de antipatia se transforma em ódio selvagem. Inclinada ela própria a todos os extremos, a massa só é excitada por estímulos desmedidos.
Quem quiser agir sobre ela não precisa de nenhuma ponderação lógica de seus argumentos; tem de pintar as imagens mais fortes, exagerar e repetir sempre a mesma coisa.
Visto que a massa não tem dúvidas quanto ao verdadeiro e ao falso, e ao mesmo tempo tem consciência de sua grande força, ela é tão intolerante quanto crédula na autoridade.
Ela respeita a força e se deixa influenciar apenas mediocremente pela bondade, que para ela significa apenas uma forma de fraqueza.
O que ela exige de seus heróis é força, inclusive violência.
Ela quer ser dominada, oprimida e temer seus senhores.
No fundo completamente conservadora, ela tem a mais profunda aversão a todas as novidades e progressos, e um respeito ilimitado pela tradição.”
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Excessos

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Excessos não resistem ao tempo. Ficam pelo caminho, são absorvidos pela terra, metabolizados viram outra coisa. Como plantas que se transformam em alimentos para peixes ou a carniça que a terra engole, há um movimento de entropia na vida que processa o que parecia “a mais”. Pode ser que machuque, geralmente dói, mas depois vem o tempo que disseca o que resta e devolve o essencial. Creio que nosso desafio seja a busca pelo essencial, a sabedoria da simplificação. É desprender-se dos excessos, soltá-los ao vento, entregá-los ao mar, ao ar, deixar que não resistam ao tempo. Diminuir o peso, ser leve de novo.