Nossos céus

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Desde os tempos mais remotos homens e mulheres olham para cima e suspiram, ansiando sabe-se lá pelo que, talvez a espera que as respostas para os dilemas cotidianos venham de anjos, espíritos, extraterrestres e deuses. Representantes do céu, seres alados e onipotentes que nos espiam em nossas agonias e um dia se compadecerão.
Então nosso céu diminui. Passa a caber no espaço de nossas crenças, deixa de ser selvagem, foi domesticado por uma espécie de esperança presunçosa, insegura, projetada não mais no infinito, mas atrofiada conforme o tamanho dos nossos medos. (Trecho do meu novo livro. Em dezembro…)