Verdades

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Quando alguém ouve suas verdades e percebe alguma coisa, pode até ser que credite a mudança à você, mas não é bem assim. Agora sua verdade ganhou outro olhar, modificou-se em perspectivas, conectou-se à outros cenários.
Tem forma nova, cheiro novo, gosto novo, talvez semelhante ao original, mas completamente único porque a sua verdade virou verdade do outro. Deixa de ser sua.
Isso é lindo porque nos alivia a sobrecarga de tentar fazer caber no outro o que talvez nunca caberá.
Por isso seria melhor que não tentássemos convencer ninguém de nossas verdades. Mesmo que acredite nelas, mesmo que tenham feito bem à você, mesmo que lhe pareça adequado.
Prefiro confiar no desinteresse do amor.
Mais do que verdades vale solidariedade. Mais do que teorias, valem os vínculos. Mais do que boas intenções pedagógicas vale a prática de quem simplesmente caminha junto e se oferece para ser amigo, ser apoio, ser amor.

Ser alguém? – Vídeo

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As mensagens positivistas, os discursos de auto ajuda, religiosos da televisão, todos falam sobre você que nasceu para ser “alguém na vida”. Afinal, que mal há em querer o “bem e o melhor”?
Os “spiritual coachs” dizem por ai que a terra é abundante, que você precisa ter “pensamentos abundantes” (gananciosos quem sabe?) para que finalmente cumpra seu papel no mundo, para que seja então “alguém na vida”.
Sem notar o quanto isso nos sequestra, o quanto esse tipo de pensamento nos coloca como pecinhas de uma engrenagem muito maior que funciona justamente ao contrário do que propõe: Querendo ser “alguém” deixo de ser, pensando que um cargo, um bem, uma reputação bem trabalhada mostrará ao mundo quem realmente sou. Refém, deixo de ser. Ser “alguém” me aprisiona, ser “ninguém” me traz liberdade. A liberdade de ser quem sou.
Nesse vídeo abaixo uma breve reflexão sobre o tema.