Confissões

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Não nego as dores de existir em um mundo desigual. Como negaria? Basta relacionar-me, sair de casa, viver para que haja contradições. No entanto, posso escolher que tipo de alimentos minha mente comerá.
O que vejo, o que penso, o que leio, o que ouço, o que deixo aumentar, o que prefiro diminuir. Não se trata de negar, nem supervalorizar nenhuma realidade, mas falo sobre a consciência de que tudo o que acontece no lado de fora será interpretado pelo olhar que projetará na tal “realidade” a luz ou a escuridão que cultivo em mim.
No fim das contas meu jeito de ver jamais definirá nenhuma realidade por completo, mas sempre projetará nisso ou naquilo quem de fato sou. Confissões. Olhares são confissões. Sou o olhar, sou a interpretação, sou um jeito único de ver, de experimentar a vida; um jeito de ser.