Livre para duvidar! – (vídeo)

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Uma coisa é fato: Nossas escolhas, nossos gostos, nossas crenças refletem vetores que não vemos. Sofremos influencias de tanta gente, tantas culturas, tantas interferências que jamais questionamos.
Por que você pensa como pensa? Que tipos de condicionamentos se transformaram em você? O medo da dúvida nos mantém em casulos.
Aceitamos o medo como chão e pensamos seguir adiante sem notar que tudo o que fazemos é reproduzir o que aprendemos. Você, que busca as respostas, por que tem medo das perguntas?

Pontos de contato

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Nossos limites são pontos de contato. Vínculos que nos livram da perfeição, da armadilha de pensarmos que somos mais do que humanos. Ser humano é ser casa de luz. É sonhar, compor, poetizar, crer, agradecer, amar… Ser humano é casa de sombras. Olhamos para a história e vemos dor. Não é preciso ir tão longe. Há curvas em cada caminho. Episódios que não publicaríamos, situações que preferiríamos esquecer. Há ambivalências, contradições que insistem em interromper cenários lineares, agradáveis, equilibrados.
Poderes distanciam. Criam níveis de comparação, fazem com que um pense que é superior ao outro. Fraquezas aproximam. Vejo as minhas, reconheço limites, como posso te apontar ou cobrar o que intimamente sei que não sou?
Talvez a perfeição esteja mais próxima do reconhecimento das próprias imperfeições. Reconheço minha humanidade e as implicações de ser consciência em corpo perecível, mente que pode transcender o tempo enquanto caminho preso na linearidade cronológica do passado, presente e futuro. Sinto que sou eterno, mas a morte me ameaça com mistérios absolutos. Envelheço.
Sou todos os homens e todas as mulheres que passaram por aqui. Os que virão e já me habitam. Sou reflexo de um povo, de um tempo, de uma história que mal conheço. Sou humano, humanidade que cresce em consciência, que sente o mundo inteiro dentro e, quanto mais percebe, quanto mais cresce, mais claro o nível de ambivalências. Paradoxos. Limites, que são pontos de contato.