Os mundos que somos

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Em nossa volta há vários mundos. O mundo das complexidades, das dores, das perdas. Ele reflete nossa fragmentação. O mundo dos empreendimentos, dos planos, das metas, eles refletem nossas ambições. Há também o mundo da simplicidade. Ele se vincula ao cotidiano, aos encontros, às coincidências, às intuições, ao que normalmente não prestamos atenção. Esse reflete nossa essência.
Todos moram na gente e todos os mundos de fora refletem os mundos de dentro. Voltar-se para o mundo da simplicidade significa prestar atenção ao cotidiano, aos encontros, o sol no rosto, a brisa no cabelo, os cheiros bons, os anônimos, os arrepios, as músicas, o som da vida disponível aos sentidos tão intoxicados. Preste mais atenção nesse mundo, o da simplicidade. Talvez assim esqueça a desenfreada busca por respostas no mundo das complexidades. A boa notícia é que, quando esquecer, deixará de buscar; descansará e talvez um dia, bem lá na frente, perceba com um sorriso leve, um suspiro suave, uma boa sensação, que finalmente encontrou. Já estava lá. Há muito tempo.