Caminhando para o deixar de ser – webradiovagalume.com

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Às vezes aquele que pensamos ser é confrontado com aquele que somos e andou escondido. Somos muitos e o processo de individuação pode ser dolorido. Até que todos os “eus” se harmonizem, até que a liberdade seja chão, até que a paz seja o norte.

Enquanto isso caminhamos. Um dia nos veremos de verdade.

Acompanhe !

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Meu programa, o Mensagens que chegam pela manhã, pode ser ouvido se segunda à segunda, às 08h, 15h, 20h e 03h (horário de Brasília). Ao vivo de segunda à sexta às 08h. Vai ser muito bom te encontrar lá !

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Expressões do que é

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voo

Nossas linguagens falam sobre nós, mas não limitam o que é.

Por do sol é linguagem. O espetáculo da imagem é uma definição minha, no entanto há algo além, que não cabe na frase “um lindo por do sol”.  Amor também é linguagem. O que é amor? Fazer o “bem”? Que bem? É cuidado? Respeito? É sexo? Talvez seja tudo isso, talvez nada disso.

Linguagens expressam o que somos pela via dos códigos. Precisamos dos símbolos, eles nos ajudam a identificar o incognoscível que nos habita e não cabe em nenhuma caixa, em linguagem alguma. Então falamos de amor, fazemos poesias, sonhamos com as músicas, pensamos em Deus, no universo, na vida, na morte, no tempo, no espaço… De repente nos enxergamos como átomos em algo muito maior e ficamos apavorados.

É como perceber-se como peça completamente irrelevante em uma engrenagem assustadoramente complexa, sem controle sobre nada.  Já não servem os códigos, nenhuma linguagem expressa o que deixou de caber em letras, em livros, em ideologias ou religiões.

Como capturar o oceano em um vidro de maionese? Como sequestrar a luz em um tubo de ensaio? Alguém pode reduzir todos os tons e suas variações em uma única música? Há poetas capazes de expressar em palavras o significado do amor? As sensações que olhar a lua desperta se limitariam em um texto?

Impotente, tudo o que me cabe é expressar como sei. O que sou revelado em meu olhar, assustado tantas vezes, maravilhado tantas outras por viver em um mundo que mal conheço, exposto a processos tão sutis que jamais terei acesso na totalidade, tocado por cada movimento de vida, cada escolha, cada expressão de humanidade que me ajuda a enxergar.

Enxergar o que sou, ainda que não seja claro, intuindo que sou mais do que isso. Sou linguagem também, um pouco de tudo, universo em um corpo que se expressa, mas jamais limitará o que é.

Ser consciente

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Ser consciente não é pensar que sabe o que é “certo ou errado”, isso não é um processo da consciência, mas da mente inquieta e moralista.
Ser consciente é, sobretudo, pacificar-se diante da vida, aquietar-se ao invés de gritar, parar, observar a si mesmo, discernir o que realmente merce estar ai.
Esse é um processo pessoal, por isso não há fórmulas nem “manuais do ser consciente” a não ser a coragem para desconstruir-se, livrar-se das camadas sobressalentes, abrir mão de todos os excessos, esvaziar-se, até que sobre apenas consciência. Hoje é mais uma oportunidade.