Coisas que a morte me ensinou- “A coisa que somos”. Inisght

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“Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.” J.Saramago. Uma reflexão sobre o que anima esse corpo, a “coisa” que agora está e amanhã não mais. Permita-se essa viagem comigo e sigamos juntos nesse mais novo Insight.

Filhos de mil homens

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“..todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós.” Li em Filho de mil homens, de Valter Hugo Mae

Apenas humanos

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O planeta terra tem aproximadamente quatro bilhões e meio de anos. A raça humana existe há milhares de anos e já experimentou altos e baixos, guerras, revoluções industriais, científicas, tecnológicas, já produziu filosofias, poesias, música, arte, criou religiões, sistemas econômicos, políticos, educacionais e continuará criando.

Podemos concordar, discordar, criticar, propor, mas o fato é que assim caminha humanidade, tropeçando em sua própria pressa, aprendendo com os tombos, levantando e caminhando, e o detalhe mais curioso: Tudo aconteceu e continuará acontecendo sem a sua interferência.

Já havia vida antes que você nascesse e existe uma grande probabilidade que, depois de sua partida, novas vidas continuarão a surgir. É bem provável que a terra continue a girar, as culturas seguirão seus processos e a humanidade permanecerá.

Se você se calar para sempre, continuará havendo beleza, bebês não pararão de nascer, novas composições serão criadas, haverá dia, noite, chuva e as estações do tempo permanecerão promovendo seus ciclos, assim como a vida humana em seus altos e baixos, como sempre foi, como sempre será.

Você não pode salvar o mundo. Não cabe a você ser messias de nada, de ninguém e nenhum processo de iluminação depende de você.

Então, tire esse peso das costas. Livre-se da capa de super homem ou mulher maravilha. Desobrigue-se corresponder as expectativas
da humanidade e simplesmente seja você. Sua existência é única e sua importância como humano está diretamente vinculada à sua capacidade de viver sua vida, aprender, projetar significados no seu caminho. Não desperdice isso.

Cuide de si mesmo. Pacifique-se. Preocupe-se contigo, com seus processos, com sua interioridade, com aquilo que está se tornando.

Se amanhã vai ser útil para alguém, acredite, será reflexo do que tem construído dentro de você hoje. Jamais perca a noção da importância de ser quem é, de observar seus processos mais íntimos, de não acreditar que a vida de quem quer que seja depende de você.

Antes de querer salvar a humanidade salve a si mesmo, para que sua luz brilhe o suficiente, para que você se pacifique, para que todo o resto seja apenas consequência. Um privilégio para quem sabe que chegou há pouco tempo e logo irá embora, que jamais esqueceu que sua maior missão se limita em ser apenas humano. Acredite, esse é nosso maior privilégio.