Na gente

Padrão

Há bilhões de maneiras para dizer a mesma coisa. Bilhões de maneiras para demonstrar solidariedade, expressar apoio ou mesmo contrariedade. Há incontáveis jeitos de chegar e ir embora, de aproximar e afastar, de tratar, cuidar, relacionar-se com os outros e, sobretudo, consigo mesmo.

Não há uma única maneira de enxergar a vida, uma só perspectiva que valha, um absoluto no qual todas as culturas devem caber, pelo contrário, há infindáveis estradas, códigos intermináveis, uma constelação de possibilidades para cada acontecimento, cada reação, cada expressão de vida.

É como a variedade de flores em suas cores e perfumes, os peixes que sequer sabemos que existem, a diversidade da fauna, da flora que jamais caberá em um tubo de ensaio.

É a vida em suas infinitas possibilidades, incontáveis
desdobramentos, fragmentos de verdade espalhados generosamente pela terra e seus habitantes, expostos, visíveis, sutis, acessíveis à todos que enxergam com olhos de ver, maravilhados com a voz que não cessa na natureza, no cosmos, na chuva, no dia, na noite, na alegria, na dor, na gente.