Muitos olhares

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Quando eu morrer, morrerá comigo um único modo de ver. Eu e você somos isto: um modo de ver. Esqueçamos isso e nos perderemos nos muitos olhares.

Gente do Rio Grande do Sul!

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Gente do Rio Grande do Sul, nosso encontro em Porto Alegre é na próxima sexta feira. Nesse encontro o tema da palestra será “Enxergando-se, entendendo-se, pacificando-se “. Um ótima oportunidade para estarmos juntos. Informações e inscrições em www.lojadoflaviosiqueira.com E na outra semana é Maceió!

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Como parar de remoer o passado?

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“…tenho lido muito sobre o poder da mente sobre nós, porém ninguém fala COMO conseguir ter esse controle. Como aquietar a mente, como parar de remoer o passado…”

Em nosso mundo tecnológico sentimos falta de botões on/off na vida.

Eles não existem. Não dá simplesmente para mudar uma chavinha e, pronto, educar a mente, deixar de remoer o passado instantaneamente. Não dá porque o aquietamento é fruto de um processo.

A boa notícia é que não precisa ser um processo demorado.

O que significa a palavra “remoer” ? É moer, e moer de novo, várias vezes, partir de algo e voltar, sair e vir de novo: re-moer. Por que fazemos isso? Porque nossa mente se alimenta do que reforça nosso ego. Pense no “remoer” como o mastigar da mente. Ela come histórias do passado, faz ilações com um futuro imaginário, cria conexões inexistentes e mastiga, mastiga de novo, engole e come mais.

Enquanto isso você pensa que controla alguma coisa. Essa sensação é uma ilusão criada por sua mente. Você percebe o processo? Vê como cria fantasias, se apega a elas? Como precisa fixar-se em um passado morto para imaginar um futuro falso? Perceba-se e veja como faz esses caminhos o tempo todo.

Perceba-se.

Você me pergunta como ter esse controle. Insisto que não é um passe de mágica, um botão on/off, mas é possível e tudo começa quando você percebe esse processo. Tudo inicia no momento em que deixa de dar desculpas e assume o quanto tem se iludido.

Dói assumir-se. Dói confessar-se como agente, não vítima. É você que causa e alimenta esse fluxo. Uma vez que percebeu, entenda como um processo natural da mente alimentado por você. Interrompa a alimentação sem culpa. Descanse porque agora você viu.

O simples fato de projetar luz (consciência) sobre o que estava na sombra é capaz de modificar um padrão. É o olhar do observador quem cria a realidade. Não será instantâneo, sua mente tentará de várias maneiras, insistirá, mas mantenha-se atenta e desvinculada desse padrão mental.

Seja quem observa, não quem vive a remoer.

Logo ficará claro como esse tipo de pensamento é frágil e não se sustenta se você simplesmente não alimentá-lo. Você perceberá que os pensamentos perderão força na mesma proporção que deixar de alimentá-los. Não dê comida a eles, não “remoa” observando o movimento da mente, identifique as tentativas e resista. Sim, resista a elas e elas morrerão. É preciso resistir.

Não existe prazo estipulado para isso, mas, acredite, consciência é mais forte do que inconsciência, uma dá discernimento, outra loucura, uma mostra como as coisas são, outra as mascara. Opte pela primeira e descanse nela, sem culpa, sem prazos, sem inquietude. Quando menos perceber terá feito a viagem e sairá do outro lado uma pessoa melhor.