A dimensão do essencial

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Que as coisas deem certo e sejam como você espera. Tomara que seus planos se concretizem conforme tem se preparado, mas preste atenção: mantenha em você uma dimensão aberta para o inesperado, para as surpresas boas da vida que chegam, nos abraçam, surpreendem e abrem perspectivas sem que tenhamos sequer cogitado.

No começo assustamos como quem vê o plano frustrado, parece que tudo deu errado, até esperarmos mais um pouco. Se evitarmos o sentimento de perda, concluiremos que de fato uma nova, maior, melhor porta abriu.

A gente só percebe quando essas portas abrem enquanto não depositamos todas as fichas em nada. Não faça isso. Não projete toda esperança em uma única possibilidade, muito menos condicione sua felicidade a um desfecho específico, como se não houvesse outros caminhos, como se você realmente conhecesse todas as cartas, soubesse todos os passos, todas as possibilidades intrínsecas em cada cenário.

Acho justo que se esforce para que seus planos concretizem, isso é bom, mas me refiro ao perigo de apostar tudo e perder a perspectiva mais ampla. Muitas vezes o que chamamos de “meta” é apenas um apontamento para chegarmos em determinado ponto do caminho e, nesse ponto, simplesmente percebermos que a meta deixou de ser meta e está na hora de mudar a rota. Acontece muitas vezes.

Como eu sempre digo: em nossa volta há bilhões de possibilidades, de desdobramentos que sequer enxergamos. Só vemos uma ou duas perspectivas e olhe lá.

Entende o que eu digo? Pode ser que seu plano atual de certo e será maravilhoso! Mas pode ser que não dê. Se não acontecer, não se esqueça que há outras bilhões de possibilidades que você só enxergará quando descansar, certo de que não é esse ou aquele objetivo, mas é a vida que lhe sustenta e movimenta os cenários do jeito que deve ser.

Esteja atento e não perca a oportunidade de enxergar as grandes surpresas do caminho. Elas só serão percebidas por quem mantém em si mesmo, disponível, aberta, a dimensão do inesperado.