Compartilhando um sonho – Chegou a rádio Vagalume!

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Quando comecei a trabalhar em rádio pensava em usar aquele incrível mundo de sons e imaginação para o bem. Queria construir paisagens nas mentes, falar sobre coisas boas, promover conteúdos que ajudassem ouvintes a crescerem em consciência, em pacificação.
Mas, você sabe como as coisas funcionam quando a gente entra para o “mercado”, enquanto nos transformamos em seres competitivos e, sutilmente, transformamos a alegria de uma vocação pelo peso de uma profissão.
Precisei de muitas experiências para concluir que estava na hora de promover meu próprio conteúdo, algo que permitisse ser livre e de alguma maneira recuperar aquele primeiro ideal de promover consciência. Vieram o blog, as redes sociais, os vídeos, os Encontros, as palestras, os livros, mas, confesso, faltava o rádio.
Agora chegou o momento. A Web Rádio Vagalume estreia oficialmente na manhã do dia 02/07 às 07h00 da manhã com um programa ao vivo apresentado por mim, o “Mensagens que chegam pela manhã”, que acontecerá de segunda à sexta das 07h00 às 09h00 da manhã. Será uma nova experiência e faço questão que seja coerente com o trabalho que venho realizando há algum tempo pela internet.
Será uma rádio livre, descomprometida com esteriótipos de qualquer natureza, vocacionada a promover bons pensamentos e reflexões.
A ideia é te convidar à caminhar comigo em mais essa estrada, em ajudar a divulgar, a estarmos juntos. Há muito para fazer, tudo está apenas começando, de modo que será um privilégio contar contigo.
A gente se fala ! Obrigado por tudo.
Flavio

O dinheiro

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O dinheiro é uma energia que deve estar sob meu comando, não o contrário.

Só saberei lidar com ele se não for a razão da minha vida, se souber coloca-lo no fluxo da dádiva e reverte-lo para o bem, não apenas o meu, mas de quem mais puder ajudar, desapegando-me, libertando-me da enganosa sensação de segurança que o dinheiro dá.

Ele deve estar a meu serviço, não o contrário. Não pode me nortear de maneira alguma, tampouco ser referencia para os passos que porventura resolva dar. É preciso ter equilíbrio para transformar uma energia que não é boa nem má em beneficio do todo, permitir que faça parte de um fluxo maior onde o “lucro” jamais será prioridade.

No meu caso, depois que mudei minha relação com o trabalho, passei a doar 95% do que faço, sejam os vídeos, textos ou produções que disponibilizo gratuitamente ou ofereço para quem de alguma maneira me sinto conectado.

Isso é libertador! Mexe profundamente na lógica de sustento, altera prioridades e, especialmente, desloca minha “dependência”, me livrando das mãos do “mercado” em direção ao natural e infalível fluxo natural da confiança. Tudo se harmoniza conforme o que existe como verdade e motivação dentro da gente.

Isso ajuda a caminhar no meio do mercantilismo sem nos deixar levar, focando o olhar para o que realmente importa. Por fim, é uma questão de prioridades e equilíbrio, um exercício diário, difícil, mas possível.

Aproveite a viagem

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Esse ano, em Outubro, vou virar “quarentão”. Então já passei da fase, ingênua fase, onde acreditava que meu “roteiro” para a vida era perfeito. Se fosse hoje eu não estaria aqui, mas voando de lá para cá na cabine de um jato comercial.

Não imaginava que aos dezesseis anos de idade o rádio entraria em minha vida e colocaria a aviação em segundo, depois terceiro, depois em quarto, depois em algum plano.

Fiz muitas coisas no rádio, trabalhei em grandes emissoras, conheci muito mais gente do bem do que o contrário, sabia que meu caminho estava lá. É claro que me transformaria em um daqueles velhinhos que amam o que fazem e chegam logo cedo para trabalhar com jornalzinho embaixo do braço e um copinho de café na mão congelada pelo ar da madrugada. Mas não foi assim.

Nunca pensei que escreveria livros, que faria vídeos, que promoveria encontros com gente de idades, caminhos e olhares tão diferentes sobre a vida. Em nenhum momento passou pela cabeça que publicaria mensagens que chegam pela manhã, quase todas as manhãs, que eu chegaria até você através das palavras, que estaríamos conectados, não só por essas ferramentas eletrônicas e virtuais, mas em um nível tão mais profundo, inexplicavelmente real.

Entre esses exemplos tantas experiências, tantos cortes, tantos desvios inesperados, tanta gente que chegou, foi embora, dores, alívios, saudade, curas, apontamentos que me levaram a inevitável conclusão de que meu “roteiro” para vida não é perfeito. Como seria se minha perspectiva é tão limitada ao tempo, e espaço, tão condicionada em meus próprios limites?

Hoje faço poucos planos e tento não condicionar-me. Eles sempre mudam e eu mudo com eles. Aprendi que minha segurança não está lá adiante, no que imagino que pode acontecer, seja para o bem ou para o mal, mas no caminho, nas sinalizações do cotidiano, dos pequenos acontecimentos que jamais seriam percebidos se eu me entregasse a pressa dos que pensam que sabem para onde estão indo.

Já não sei tanto quanto às crianças, nem alimento a certeza dos tolos. Resta aquietar-me e aproveitar a viagem, consciente de que daqui a pouco tudo pode ser diferente.

Uma curva, um desvio, algo que não estava previsto, mudou os planos de novo e com eles meu olhar, minhas intenções, minha abrangência de consciência, minha capacidade de deitar e dormir no barquinho que tantas vezes navega por águas agitadas.

Realmente nem tudo acontece conforme planejamos. Hoje, quase quarentão, posso olhar para toda minha vida e completar a frase dizendo …nem tudo acontece conforme planejamos. Para o nosso bem.

Esqueça o destino e aproveite seu caminho hoje. Fique bem.