Quando o mundo inteiro fala e só você não ouve

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Esse vídeo é para você que procura respostas. Elas, as respostas, se espalham em nosso caminho e se expressa de muitas maneiras. Você constantemente está exposto ao que precisa saber mas a questão é: você percebe? Costumamos caminhar tão distraídos, tão fixados em nosso ego, tão distantes da simplicidade que muitas vezes deixamos passar os sinais, as lições, as mensagens que chegam quando e onde menos esperamos. Nesse vídeo um chacoalhar de mentes e um chamado a consciência. Talvez aqui, mais uma tentativa de resposta. Não deixe passar.

E quando a gente sente o que não gostaria de sentir?

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“… ok, uma coisa é quando está tudo bem e conseguimos praticar o amor pelas pessoas, e tudo mais… outra coisa é quando vc está numa situação como essa que te ferve o sangue… é difícil praticar algum amor ao próximo nessa hora, quando alguém que vc ama é atingido tão covardemente… penso nessas mães que perdem os filhos assassinados… imagino a vontade de fazer justiça com as próprias mãos,porque a justiça mesmo não funciona, e a raiva é tanta que você sente que precisa fazer alguma coisa…
minha vida vai às mil maravilhas e têm sido fácil amar as pessoas e querer o bem de todos, mas percebi o quanto posso agir contrariando isso que pelo visto, está na superfície…. não sei…desculpe o desabafo Flavio, mas hoje eu vi seu vídeo e tive que concordar com a maioria das pessoas… é difícil….mas é o caminho né…e caminhemos, porque não estamos nem no início da jornada né…”

Pois é, minha amiga, se não subisse o sangue de vez em quando, se não doesse, se não pesasse, se não houvesse cansaço nem por algum tempo, sem nada de indignação, sem nenhum incômodo com as injustiças, sem perplexidades diante das perdas injustificáveis, sem dúvidas, sem medos, sem que sentíssemos o que não gostaríamos de sentir, provavelmente teríamos deixado de ser humanos.

A não ser que se mude para uma ilha completamente isolada, um mosteiro, uma comunidade de pessoas idênticas a você, haverá contrastes, haverá sombras e, posso garantir, ainda que se mude para a ilha ou o mosteiro, se não viver anestesiada, eventualmente terá que lidar com algum tipo de conflito.

Portanto, concordo contigo: é difícil sim. E você tem razão, ainda nem chegamos no início da jornada. Estamos nos reconhecendo, ainda nos assustamos quando enxergamos até onde somos capazes de chegar, como podemos ser perversos e nos auto enganar com tamanha sutileza. Tomamos sustos com nossos pensamentos, com nossas reações tantas vezes inesperadas, mas a questão principal é: Depois que identificamos o que não nos agrada, o que fazemos?

Quando reconhecemos essa ambiguidade podemos superá-la. Não por completo, nem de uma vez, mas sempre que identifica suas sombras e sobre elas, a partir da consciência de quem vê, projeta luz, saiba que deu mais um passo na caminhada. O fato de sentir o que sentiu não significa nada, tampouco quer dizer que não tem evoluído. O que determinará aonde está no caminho é o que fez com aquilo a partir do momento que viu.

É por isso que insisto tanto na necessidade de nos humanizarmos se de fato queremos ser espirituais. Uma coisa está ligada à outra e com o tempo aprendemos que nossa força se vincula a capacidade de enxergar-se fraco e então superar-se, de reconhecer que é difícil e então caminhar, de sentir que está pesado, mas mesmo assim dar mais um passo. Será assim até que cresçamos, até que deixamos de cometer os mesmos erros e gradualmente avançarmos no caminho.

Lá na frente é provável que tais dificuldades diminuirão de intensidade, mas haverá outras e o processo de superação, de transcendência, continuará.

Sim, ainda não estamos nem no início da jornada mas, confesso, enxergar o quanto esse comecinho já nos trouxe de luz só me enche de motivos para seguir adiante, superando a mim mesmo, aprendendo em cada lição o que de fato significa ser humano que ama, que sente, que vive, que cresce. Fique, fiquemos bem!