Por que a vida não é exatamente como gostaríamos?

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Perguntas que você já deve ter feito em algum momento de sua vida: Afinal, por que as coisas não são como gostaríamos? Por que a vida deve ser difícil tantas vezes, como se não merecessemos a felicidade? Existe alguma razão para as perdas, para as dificuldades, para a dor? Essa reflexão de hoje a noite é para você que gostaria de uma vida mais segura, que se lamenta pelos confrontos entre a realidade e os desejos e talvez precise de respostas.  Não me proponho a falar de absolutos, a dizer que é assim ou assado, mas acredito que possa acalmar seu coração. Essa é a ideia. Cuide-se, fique bem.

Talentos enterrados

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Agora há pouco ouvi um jingle bonito no rádio vendendo um banco e pensei com tristeza como a publicidade capturou os talentos.

É só um exemplo, afinal, não foi só a publicidade, mas quem hoje em dia aceita fazer o que sabe sem ganhar por isso? Quem é capaz de doar seu dom para iluminar mundos ao invés de vender bancos? Quem vai além do discurso “não sou pago para isso”?

Não estou dizendo que os profissionais não mereçam ser bem remunerados, não se trata disso, mas confesso que percebo em gente cheia de talentos uma completa falta de comprometimento com seu dom.

Mesmo os profissionais (das mais diversas áreas), são raras as exceções entre os que fazem com alegria, conscientes da importância e do privilégio de servir, tocar o próximo com o que sabem fazer pelo simples privilégio de doar.

Claro que precisamos do salário, claro que é necessário pagar contas, mas falo sobre uma cultura que se projeta às necessidades e nos cega diante de tantas possibilidades em sermos úteis.

Aderimos a mente sindicalizada, a cultura do dinheiro, ao tal do “deus mercado” que regula tudo e todos, nos apequena e faz com que nos vendamos por tão pouco. Bom seria se cada um de nós estivesse disposto a sermos úteis independentemente de onde estejamos. O mais, o que se julgar necessário, virá e será consequência de sua entrega. Talvez seja hora de pensar nisso.

Saciando inquietudes

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Seja por reflexo da correria atual, ou como fruto de uma cultura religiosamente acéfala onde fé e ciência são antagônicas e conexões entre espiritualidade e controle de massas são aceitas com tanta facilidade, deixamos de fazer perguntas e, sobretudo, de expressar dúvidas.

Quem olha para suas dúvidas com naturalidade, tem uma grande oportunidade para crescer. Ela abre terreno em frente a dogmas, desconstrói entulhos sedimentados por certezas impostas, abre caminho para o novo, o ainda desconhecido.

Questionar-se, querer explicações, dar um passo adiante é necessário para quem sabe onde está, olhou ao redor, e percebeu que sempre dá para ir mais um pouco. Quem encara suas inquietações sem medo, geralmente as sacia.

O texto e a vida

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Escrevi esse texto literalmente depois de um sonho. Levantei correndo da cama e escrevi a partir da ideia ainda fresca que me remetia a uma percepção clara de que a vida é como um texto. O vídeo veio logo a seguir e confesso que é um dos meus preferidos. Que “O texto e a vida” possa lhe fazer bem nesse pedacinho do seu dia. 

Será que pensar como você diz não gera comodismo?

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“Assisti várias vezes o vídeo sobre o Ego e me ocorreu o seguinte: “Como saber se a paz obtida com a consciência não é paz é acomodação?”

Sei que o caminho até o despertar da consciência é longo e doloroso. Quando assisti esse vídeo, fui invadida por uma sensação muito boa, mas refletindo depois não consigo parar de me questionar: Será que pensar assim não é mais fácil, pois
não dá trabalho? Como saber o que separa essa paz do ego com
acomodação ou até mesmo preguiça?”

– Acredito que um de nossos maiores desafios é perceber até que ponto estamos condicionados. Nossas impressões, escolhas, conclusões passam por filtros de condicionamentos tão camuflados que quase nunca notamos que simplesmente estamos respondendo ao que se instalou em nós como absoluto, como inquestionável, e no entanto não resistiria a uma pequena brisa de consciência.

Sempre que vejo aquela massa de gente cabisbaixa, cansada, resignada em um ponto de ônibus lotado, saindo ainda nas primeiras horas da manhã para garantir um salário mínimo (que de mínimo não tem nada) fico pensando no nível de condicionamento que não lhes permite enxergar que o mesmo sistema que lhes oprime é alimentado pela aceitação coletiva de que não há o que fazer, de que é assim mesmo, que é preciso sofrer e carregar todo peso na costas exatamente como um cavalo, mais forte do que o homem, aceita ser chicoteado sem notar que não há sequer uma razão para que se submeta a tantos maus tratos. Mas os cavalos foram submetidos a milênios de condicionamento.

O que isso tem a ver com sua pergunta? Você também está expressando um medo fruto de condicionamento.

Veja bem, você diz que depois de assistir o vídeo sobre o ego, foi invadida por uma sensação muito boa. Mas ela não durou porque logo sua mente bradou “…mas não consigo parar de me questionar…”

A quem interessa seres conscientes? Quem “lucra” com gente livre, gente que não precisa sair por ai consumindo tudo o que oferecem pela frente, sejam bens de consumo, seja “espiritualidade” condicionante, seja lá o que mais vier em nome do bem estar?

No caminho até o despertar da consciência haverá dor sim (escrevi sobre isso ontem), mas não é só a dor que o compõe. Pelo contrário. Há muito mais alívio, acolhimento, renovação em todos os sentidos. Quando as dificuldades vierem você saberá que faz parte da vida e, por estar em crescimento, saberá discernir os processos e caminhar entre eles.

Nossa dificuldade em aceitar a paz, essa desconfiança natural que projetamos sobre tudo o que é simples está diretamente ligada a um condicionamento que nos prende as dificuldades, que nos faz aceitar com naturalidade as dores que não eram para ser, os labirintos que não precisaríamos atravessar se simplesmente deixássemos de dar ouvidos a mente condicionada que nos acusa de acomodados, utópicos e delirantes.

Uma das coisas que você deve manter claro em mente: O caminho da consciência geralmente se faz no contra fluxo da maioria e é ai que mora a grande dificuldade.

Não é uma questão de “ser mais fácil por não dar mais trabalho”, mas de entender que o que chamamos de “mais trabalho” é o caminho desnecessário, fruto do condicionamento cultural, religioso, social, que nos mantém “a trabalho” de nada, apenas operários de um sistema.

Entende o que estou dizendo? Quando você começa a se enxergar como parte dessa massa, desperta, se vê com mais clareza e, por mais que isso possa gerar desconstruções dolorosas, promoverá paz se você permitir ao invés de se incomodar.

Aliás é bom não se esquecer que a paz será o árbitro de quem cresce em consciência.

Haverá dor no caminho, dificuldades certamente virão, claro que nem tudo é facilidade, mas experimentará as dores de existir sempre sob a perspectiva da paz e a paz produz descanso, e o descanso crescimento.

Quem busca o caminho da consciência jamais se acomodará.

Portanto, viva com alegria seus processos, não procure dificuldades aonde não há e permita que seu crescimento seja fruto de paz e descanso. Não há outro jeito de sairmos da roda dos condicionamentos, aquela que nos coloca como ramsters, incansáveis, correndo atrás de nada, andando sem chegar a nenhum lugar.

Aprenda a encarar a simplicidade sem desconfiança, a paz sem medo, o silêncio sem culpa, a falta de angústia nos processos como parte do crescimento e do descondicionamento tão necessário, tão importante para voltarmos a ser simplesmente humanos. Fique bem!