Confiança, traição e amor

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A decepção nunca é causada pelo outro, mas cultivada por suas expectativas. Não se trata exatamente do que o outro fez, mas do que você alimentou e projetou sobre outra pessoa, esperando que ela fosse algo que talvez não se vinculasse a realidade.

É claro que na prática nem sempre é fácil, mas, pense comigo: o que é exatamente confiar? É acreditar que a pessoa será sempre como você espera, previsível, ou retirar sobre os ombros de quem quer que seja a carga de expectativas, ainda que sejam justas expectativas, e simplesmente amá-la pelo que é?

É um exercício diário e está diretamente ligado a como enxerga a vida, o que espera e entende dela, mas, sinceramente não vejo outro caminho especialmente por uma razão: para mim, confiança e amor só existem conectados.

Se eu amo, naturalmente confio, se não amo, como confiarei? É o ponto de partida para entender o principio da confiança, não exatamente o que eu quero o que a outra pessoa seja, mas a clareza de enxergá-lo com é, respeitar e descansar, caminhando sempre em respeito, gratidão e amor.

“Mas, e se a pessoa trair minha confiança, devo simplesmente aceitar?” você perguntaria. Ora, a traição, antes de tudo, sempre começa como traição a si mesmo, não ao “traído”, mas sempre o “traidor” e, nesse caso, na minha opinião, a porção que lhe cabe é perdoar, ainda que a escolha a partir de então seja não caminhar mais juntos. Você não é obrigado a caminhar junto com ninguém, os prazos podem se esgotar, sim, mas isso não justifica carregar amargura.

O perdão é essencial até para quem pensa em se separar.
Portanto, a questão não é se deve confiar novamente, mas, você ama? Se ama, confie no amor, não nas pessoas, elas sempre são falhas, mas confie no amor e sempre, caso a caso, saberá o que fazer.

Obrigado!

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Ter escrito Livro Mensagens que chegam pela manhã já me rendeu muitas alegrias. Não só pelo fato da página (link abaixo) estar crescendo muito, hoje deve chegar as 2.000 em pouco mais de um mês, ou pela quantidade inesperada de livros vendidos que já rendeu a necessidade de uma segunda impressão (em menos de dois mêses), mas, sobretudo, pela quantidade de gente que já terminou a leitura e escreve dando retorno, dizendo o quanto os textos ajudaram em situações completamente diferentes, mas semelhantes no impacto e no despertar de consciências. Não escrevo para ganhar dinheiro ou para nada não seja isso, cumprir meu caminho, expressar ideias que toquem pessoas e de alguma maneira contribua para criar mundos (cada leitor é um mundo) melhor. Sinto-me remunerado e a ideia é simplesmente agradecer ! Valeu mesmo. https://www.facebook.com/mensagensquechegampelamanha

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A dimensão do inesperado

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Que as coisas deem certo e sejam como você espera, que seus planos se concretizem conforme tem se preparado, mas, preste atenção: mantenha em você uma dimensão aberta para o inesperado, para as surpresas boas da vida que chegam, nos abraçam, surpreendem e abrem perspectivas sem que tenhamos sequer cogitado.

No começo assustamos como quem vê seu infalível plano frustrado, parece que tudo deu errado, mas, se esperarmos mais um pouco, se evitarmos a reclamação, a raiva, o sentimento de perda, certamente concluiremos que de fato uma nova, maior, melhor porta se abriu.

A gente só percebe quando essas portas se abrem, enquanto não depositamos todas as fichas em nada. Não faça isso. Não jogue todas as fichas em uma única possibilidade, muito menos condicione sua felicidade a um desfecho específico, como se não houvesse outros caminhos, como se você realmente conhecesse todas as cartas, soubesse todos os passos, todas as possibilidades intrínsecas em cada cenário.

Talvez esse seja o momento de trabalhar para que certos processos se concluam, acho justo que se esforce para que seus planos se concretizem, isso é bom e necessário, mas me refiro ao perigo de apostar todas as fichas nisso sob o risco de perder a perspectiva mais ampla. Muitas vezes o que chamamos de “meta” é apenas um apontamento para chegarmos a determinado ponto do caminho e, nesse ponto, simplesmente percebermos que a meta deixou de ser meta e está na hora de mudar a rota. Acontece muitas vezes.

Como eu sempre digo, em nossa volta há bilhões de possibilidades, de desdobramentos que sequer enxergamos, afinal, só vemos uma ou duas perspectivas. Entende o que eu digo? Pode ser que seu plano atual dê certo e será maravilhoso! Mas pode ser que não dê e, se não der, sei que há outras bilhões de possibilidades que você só enxergará quando descansar, certo de que não é esse ou aquele objetivo, mas é a vida, é o fluxo natural que lhe sustenta e movimenta as possibilidades.

Esteja atento e não perca a oportunidade de enxergar as grandes surpresas que a vida reserva, no entanto, só serão percebidas por quem mantém em si mesmo, disponível, aberta, a dimensão do inesperado