Quando a gente cansa de ser bom

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Talvez você já tenha visto, mas hoje senti vontade de compartilhar de novo contigo. É uma mensagem que vale a pena rever e repensar.

Em uma tarde chuvosa

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Aqui em Porto Alegre uma chuvinha boa, um café e a vontade de escrever algo simples, bem simples mesmo, que se pareça com essa tarde nublada e agradável, com a leveza que geralmente a expectativa da sexta feira provoca nas pessoas. 

Discorrer sobre um tema, aprofundar pensamentos, gravar um vídeo… Não é isso que quero.

A ideia se limita em lembrar que estar vivo é um privilégio, que nossos desgastes geralmente não se sustentariam se tão somente nos permitissimos pequenos fragmentos de lucidez, de percepção, de gratidão por “nada”, de alegria singela, de esperança consciente de que a dor passa, o peso termina e a paz sempre volta, mesmo que não saibamos a razão, do nada, na simplicidade de uma alma em silêncio, como um momento feliz, uma xícara de café em uma tarde de sexta feira chuvosa.

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Amor/consciência

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Quem age por amor/consciência não pode estar preocupado com reputação, tampouco em ser agradável ou aceito por quem quer que seja, mas preparado para persistir no que decidiu, coerente com a percepção de que nossas atitudes sempre devem visar – para si e para os outros – a possibilidade de uma experiência de vida que nos agregue, que nos torne seres humanos melhores, mais atentos, mais sensíveis, mais conscientes.

Sejamos humanos

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Ser humano é a mensagem. Nada do que proponho teria qualquer validade se não fosse em humanos.

Nossa humanidade ambígua, relativa, pequena muitas vezes é a base de tudo o que tenho a dizer, portanto, quando falo sobre ser amor, paciente, perdoador, grato, pacificado, considero que, antes de qualquer coisa, é necessário ser humano.

Humanos se perdem, sentem dor, sofrem, erram o caminho.

Humanos se enganam, se irritam, pensam que não há mais chão. Humanos, muitas vezes fazem o que não gostariam de fazer e deixam de praticar o que intimamente sente que é o caminho, aliás, quantas vezes humanos erram o caminho e depois se arrependem, prometem não errar de novo e lá na frente mais um tropeção.

Humanos tendem a se sentir culpados, sentem medo, se confundem com o próprio ego.

Humanos projetam no outro o que não gostam e não querem encarar em si mesmos, criando dependência, manipulam os mais fracos, distorcem constantemente o significado das coisas.

Mas faz parte da humanidade querer melhorar.

Não se conformar com a sombra e buscar a luz no seu caminho. Humano que persiste no erro, que age deliberadamente contra si e contra os outros, está perdendo a humanidade e se transformando apenas em um ser condicionado, marionete, encarcerado.

Nenhuma mensagem é mais poderosa do que a que se aplica a humanos.

Seres ambivalentes, luz e sombras, com a incrível capacidade de regeneração emocional, que podem, apesar dos pesares, transcender-se, ir além do corpo, do sangue, da carne, dos ossos e enxergar-se como ser de luz, conectado a LUZ, vinculado ao próximo, parte do todo.

Animais que olham para as estrelas e sabem que esse mundo não os encerra, que pode sim ultrapassar uma barreira aparentemente intransponível simplesmente porque creu que nada é intransponível, animais que velam seus pares enquanto são confortados pela clara sensação de que não são daqui, que voltarão para casa, de que a morte morreu.

Ainda que discorra sobre teses filosóficas, ainda que as mensagens que chegam pela manhã aparentem algo elevado, ainda que muitos preguem novidades, descobertas científicas/espirituais, ainda que haja os mestres e guros, acredite, nada supera o poder de ser humano e, mesmo diante de tantas contradições, em humanidade, superar-se, transcender-se, refletindo no mundo de dores a luz que lhe habita.

É um privilégio ser humano no mesmo tempo, no mesmo mundo que você, portanto, em humanidade, cresçamos juntos !