O universo que somos nós

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Enxergar implica em desconstruções, perceber-se pode desembocar em quebra de paradigmas, em novas descobertas, na coragem de deixar as nuvens, ascender ao céu e depois ir mais longe. Esse Insight é mais um dos que me nego a dar respostas prontas, é mais um dos que inquietará muita gente ( portanto só veja quando tiver tempo pra parar e prestar atenção por 15 minutos), mas, tomara, pode ser útil para que você perceba e chegue sozinho a muitas conclusões.

Amor

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Amor será sinônimo de fraqueza, de espírito pobre, amedrontado e servil. Jamais passará de título de música popular, inspiração de algum poeta alienado, ou quem sabe gancho de novela, sem sentido, sem densidade, sem nenhuma utilidade, se minha alma estiver seca, se meu medo servir de bloqueio e continuar me impedindo de saltar, de correr riscos e assumir as implicações de responder as demandas da vida em amor. Amor será apenas uma palavra açucarada enquanto estiver fora de mim, enquanto não estiver claro que só posso experimentá-lo quando de fato eu me tornar amor. – do livro Mensagens que chegam pela manhã

Apenas ame

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Nossa cultura vende a ideia que o amor é um produto, que podemos comprá-lo. É comum encontrar gente que vincula amor a passividade, omissão “bunda molisse”, condicionando o ser que ama com fraqueza, com demagogia, com “melosidade”.

É por isso que amor virou tema de novela açucarada ou filme romântico. Perdeu sua gravidade, seu senso de urgência, seu verdadeiro poder que está muito distante de, como muitos pensam, “fazer de conta que nada existe”, simplesmente porque, em amor, não me resta escolha a não ser posicionar-me, a não ser a verdade, ainda que essa vá contra o senso comum e seja contraditória com o que a média convencionou como sendo uma “atitude de amor”.

Existe uma diferença abismal entre amar e ser “bonzinho”, especialmente porque no primeiro caso é preciso coragem para fazer cortes quando necessário, afastar-se, ir no contra fluxo, dizer não, ser duro muitas vezes. Dói, é difícil, nem todos irão entende-lo, mas você cresce, você sabe, você ama.

É por amor que nos posicionamos sempre, especialmente por saber que, sem amor, qualquer discurso perde a lucidez, perde a eficácia, perde o alvo e vira poesia açucarado, filosofia oca.

É o amor que nos mantém o foco, força a seguir, ainda que o caminho seja difícil. É o amor que transforma a indignação em algo útil, bonito e claro e impede que o descontentamento se transforme em amargura.

Apenas ame: Ame quando se indignar, ame quando achar que tudo está fora do eixo, ame quando todos parecerem passivos de mais e a sensação é que a omissão tomou conta das mentes, ame sem medo, sem dogmas, sem “bunda molisse”, sem ser “bonzinho”, ame sempre e responda as demandas com a energia do amor.

Ame até aprender a diferença entre meninos raivosos e homens que amam. Você vai se surpreender. Que assim seja.