Tudo pode ser bom…

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Tudo pode ser bom, tudo pode ser uma ferramenta, incluo meus textos, livros, vídeos e de outros que o fazem de bom grado e coração, tudo pode ajudar, mas nada disso pode despertar por si só a consciência do amor na plenitude porque essa acontece na vida, nas escolhas cotidianas, nas respostas às demandas que, todos os dias, o tempo todo, sutilmente, silenciosamente muitas vezes, absolutamente a cada instante, aparecem em nosso caminho.

Tudo pode ser bom se for apenas apontamento, se for por um tempo, se não criar dependência, nem sentimento de superioridade, nem ilusões sobre um possível confinamento da verdade.

Nada tem esse poder.

Nada detém a verdade toda.

Nada nem ninguém é absoluto.

Somos todos relativos e, consequentemente, relativas são nossas filosofias e produções.

Quando percebo posso me alimentar do que quer que seja, mas isso não substitui a consciência de que na vida tudo fala, que os maiores mestres geralmente nem sabem que são e fogem de qualquer rótulo, não aceitam títulos, não buscam prestígio pois sabem que os grandes só o são pela via da consciência dos próprios limites, da própria relatividade, pela disponibilidade de servir.

As grandes lições, as respostas, os sinais que tanto procuramos estão espalhados pela terra, em bichos, nas plantas, nas crianças, no bem e no mal, no dia e na noite, nas pedras, no céu, nas dúvidas, nos espaços, no vazio, injetados em nossas almas, presentes nos caminhos que, distraídos, percorremos sem notar que tudo já é, já mora em nós, já é real para quem desistiu de projetar lá fora e simplesmente percebe, reconhecendo em si mesmo pontuações de iluminação, fragmentos de verdade, experiências que nos ensinam a amar. No fim das contas, isso é tudo o que importa. – do livro Mensagens que chegam pela manhã

Para que tudo se encaixe

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Sempre estou escrevendo e postando por aí textos no intuito de que cada mensagem encontre acolhimento e se vincule especificamente a experiência de cada um.

Quando tento retirar do texto o peso dos absolutos, ou seja, quando escrevo sem a pretensão de ser dono da verdade e apontar caminhos definitivos, abro um leque de possibilidades inimagináveis para que as palavras simplesmente se conectem com os leitores e cheguem aonde eu jamais poderia chegar.

É por isso que tanta gente me escreve dizendo “como você sabia? esse texto foi para mim!”.

Não é só com meus textos que funciona assim. Cada paisagem, cada detalhe, cada ser vivo, cada pequeno movimento de vida que nos rodeia carrega intrinsecamente um universo de significados específicos, potencialmente interligados com nossa própria experiencia individual.

Por isso a necessidade de estarmos atentos, desintoxicados de impressões pré concebidas, como se resistíssemos em nos manter abertos, atentos, sensíveis às milhares de mensagens que diariamente nos rodeiam.

A ideia em escrever hoje é apenas lembrar que, enquanto você possivelmente se inquieta em busca de determinadas respostas, não percebe que é justamente no aquietar-se que perceberá a eloquência dos sinais, as portas, os caminhos que certamente estão adiante de um passo que será dado quando você aprender a descansar, abrir os olhos e perceber.

Que assim seja !