O roteirista da própria vida

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Pense em sua vida. Enxerga injustiças? Arrependimentos? Situações que seriam completamente diferentes se você fosse o roteirista dos seus dias? Se pudesse escrever como seriam os seus dias passados, provavelmente pularia muitos capítulos e incluiria outros tantos, iria por outros caminhos, alteraria desfechos, repensaria os personagens. Quem você seria hoje, se pudesse alterar o roteiro de sua vida? Veja o vídeo abaixo e reflita comigo.

O passado…

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O passado deixa rastros, sim, é claro que influencia, mas, o que estou querendo dizer, é que nada é fixo, nem nossos corpos, nem nossas mentes, nem nosso passado. Nosso passado se altera sempre que nos alteramos, ele muda sempre que nos livramos dele e perdoamos, e nos des-culpamos, e entendemos que todas as experiências, mesmo aquelas mais detestáveis carregam potenciais de evolução. – do livro Mensagens que chegam pela manhã

O bem, o mal e nosso olhar

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Muitas vezes a vida nos parece contraditória.

Quantas vezes experimentamos polos opostos, alegrias e tristezas, altos e baixos, euforias e depressões, alimentando a percepção de que ninguém está livre do “dia mau”.

O que nos difere, é como lidamos com ele.

Bem e mal vivem essencialmente em nossos corações e não em evento nenhum que, em sua constituição, é desprovido de conceitos morais.

Somos nós quem damos significado as coisas, a partir daquilo que somos e chamamos acontecimentos de “bons” ou “maus”.

Ainda que a morte, doença ou miséria sejam difíceis de lidar, não podemos desconsiderar que são acontecimentos naturais da vida. São pontuações da existência que praticamente todos, de um jeito ou outro, experimentarão.

Convivemos com o contraditório porque o contraditório nos reflete.

Somos assim, convivendo entre o bem e o mal, o finito e o infinito, o imanente e o temporal, o ego e a consciência, todos em um corpo só.

Na próxima vez que tiver que enfrentar o dia mau, lembre-se que, antes de ser “dia” , o “mau” é uma percepção sua.

Assim, ao invés de projetar no acontecimento qualquer condição moral, aprenderemos a enxergarmos nossa interioridade sabendo que é dentro de nós que habita, tanto a doença, quanto a cura. – do livro “Mensagens que chegam pela manhã”

Que são os felizes?

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Felizes os que fogem dos excessos.
Em tudo o equilíbrio é mais adequado do que o de menos ou o de mais.

Felizes os que amam.
Amar nos catapulta para outra dimensão de percepção, de vínculos, de experiências, dando significado ao que, de outra forma, não parece fazer sentido.

Felizes os que aprenderam a viver no hoje.
Por pior que as coisas sejam, nada supera a força que temos para suportá-la e superá-la hoje. Passado e futuro são miragens, um só aconteceu no hoje, outro, quando vier, virá no hoje. Vivamos a cada dia sua própria porção porque na verdade isso é tudo o que temos.

Felizes os que entenderam que o valor das coisas não está no tamanho, na quantidade, na altura ou profundidade, mas nos significados e, esses, somos nós quem damos.

Todo o poder é relativo, toda grandeza que se apoia em dimensões é frágil, geralmente o que tem mais valor parece pequeno no primeiro momento.

Felizes os que buscam conhecimento ao invés de poder.

Só quando de fato abrirem mão de serem poderosos é que conhecerão o verdadeiro poder.

A vida é feita de pequenas coisas e o sentido natural do seu fluxo é de dentro pra fora.

Entender e praticar a vida com simplicidade, renovando-se todos os dias, sabendo que crescerei enquanto caminhar.

Ainda que haja tropeços, felizes os que tentam. – do livro Mensagens que chegam pela manhã

Hoje

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Existo no hoje, descanso minha mente, tento não sobrecarregá-la com miragens e exercito, hoje, a gratidão de quem sabe que tudo é oportunidade para que eu veja o sentido do agora, para que eu aprenda a amar e não me preocupar com nada que seja menor do que esse espaço, onde todas as coisas acontecem, se renovam, se transformam, cabem em um frame, um fragmento de tempo que só sei chamar de hoje.

Amadurecimento

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Amadurecer é saber ser você mesmo, sem proteção, sem medo, sem necessidade de corresponder expectativas.

É o desenvolver da capacidade de enxergar vida no simples, no agora, no hoje, vinculando experiências, atrelando-as a sua percepção de vida que se desenvolve em paz, no seu tempo, em consciência.

Amadurecer não se parece com a identificação de esteriótipos, não está ligado ao envelhecimento, a sisudez de rosto ou comportamento. Não tem nada a ver com o tipo de trabalho que você tem, quanto ganha ou o que faz.

Amadurecer é deixar que a vida lhe fale, estar aberta, como uma fruta que se alimenta naturalmente da árvore até que amadureça e se desprenda sem esforço.

Amadurecimento não é decorrência de esforço, mas consequência de quem aprende a abrir mão da necessidade de aprovação, quem perde o medo da vida, quem cresce em confiança pelo simples fato de que um dia resolveu enxergar na simplicidade, nos acontecimentos do dia a dia, as maiores e mais importantes lições.

É quem perde o medo de projetar significado nas experiências e, por isso mesmo, cresce com elas.

Amadurecemos no caminho, enquanto permitimos que o fluxo natural da existência nos mova e, sem medo, aceitamos hoje o desafio de viver. Viva com simplicidade e verdade e o amadurecimento será um processo natural.