O bem e o mal

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Achamos que bem é o que nos afaga a alma e mal o que a dilacera e quase nunca consideramos os processos inteiros, os salvamentos do ego, a sensibilização do olhar, o desintoxicar dos sentidos que, de outra maneira, continuariam entupidos por nossas “necessidades” de consumo, prazer, autoafirmação…

Quer realmente ser feliz? Então, antes de tudo, é preciso aprender a caminhar na ambivalência, desconsiderando o conceito publicitário de felicidade, experimentando a vida como uma dádiva, feliz, grato, humilde, solidário, sabendo que tudo coopera para o crescimento, ainda que alguns dias pareçam maus.

A grande revolução

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Não há maior revolução do que o dia em que cada humano despertar para a correspondência entre esse universo infinito, misterioso, maravilhoso e sua própria condição natural, universo ambulante, centelha de vida, dotado de consciência, capaz de amar e transcender seus próprios limites. Todo discurso, toda proposta, todos os “ismos” se apequenariam diante de tamanho e absoluto impacto.

Como lidar com o suicídio de alguém que amamos?

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Cada atitude cometida por alguém tem desdobramentos que não podemos imaginar.

Não me refiro unicamente a desdobramentos na vida de quem cometeu, mas na dos que estão por perto e serão atingidos de várias maneiras, sejam as mais sutis ou as mais evidentes. O suicídio sem duvida é uma das que mais afeta e, nesse caso, vou tentar ser simples: – É triste saber que um jovem se suicidou dessa forma.

No entanto, ninguém sabe absolutamente o que se passou em seu coração, a atitude já foi tomada, não há como voltar, resta cuidar dos que ficaram. Sinceramente não acredito em “castigo” para suicidas, acho mesmo que ele está bem agora, portanto não se ocupe disso!

A questão é o que fazer com a culpa e a dor de quem se sente impotente? A primeira coisa é livrar-se do sentimento de culpa. Inconscientemente agimos como se a dor pudesse expressar algum tipo de solidariedade com quem foi. Ele já foi, você não, portanto, o melhor que tem a fazer é não seguir o mesmo caminho cometendo suicídio emocional. A culpa é um suicídio emocional, não faça o mesmo. Nosso grande desafio na vida é estarmos prontos a responder as demandas em amor, inclusive as mais difíceis, e isso requer consciência. Consciente, sem culpa, você aceita a perda, por mais brusca que tenha sido e sabe que o tempo do luto terá fim. Cumpra seu luto, chore, mas esteja pronta e atenta para quando sua alma disser “acabou”.

Às vezes tendemos a perpetuar o luto, fixando-nos em um tempo que deve ter prazo, que jamais pode ser eterno. Sua vida prossegue, sua alma precisa disso, apesar das tentativas da mente em alimentar o processo da culpa. Por mais que nem sempre tenha as respostas, ainda que o vazio incomode, responda em consciência, pacificando-se, e tudo se encaixará novamente.

A saudade será só saudade e deixará de ser letal. O importante é que aprendamos a dar respostas ao que nos acontece, seja o que for, por mais difíceis, conscientes de que é isso que nos torna mais resistentes, experientes e humanos. Daqui há pouco a madrugada vai terminar e, quando acontecer, simplesmente abra a janela da alma e simplesmente permita que o sol ilumine.