Em minhas contradições

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Não há dia que eu deixe de ser confrontado com minhas ambivalências, com as contradições presentes em minhas escolhas, quando sou quem acho que não seria, quando encontro descompassos entre o que estou sendo e o que penso ser, entre o agir e o querer, entre o mundo que cresce para o lado de dentro e o mundo que vivo no lado de fora. Não sei amar, mas tento praticá-lo.

Não sei perdoar, mas todos os dias tenho oportunidades de exerce-lo.

Não sei ser bom, e a vida me enche de chances para que eu seja.

Não sou humilde, mas seria tolo se não admitisse que a falta de humildade mata; por isso exercito, por isso caminho, por isso, quando me canso, sei que logo me renovo e então prossigo sabendo que, em cada dia, a chance de dar mais um passo, de experimentar um pouco mais, de perceber, de enxergar, de, finalmente, acordar.

Eternos

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Pense no contraste entre as ínfimas dimensões de nosso planeta diante da realidade abismal, insofismável, imperscrutável daquilo que chamamos de Universo. Nascemos, crescemos, nos reproduzimos, sonhamos, conquistamos, perdemos, projetamos, envelhecemos e morremos em um lapso, dentro desse “pálido ponto azul”, como disse uma vez Carl Sagan.

Agora, pense no significado de viver 70, 80, 90 anos em um corpo finito diante daquilo que chamamos de atemporalidade, espectadores da constante manifestação do mistério que só nos aponta para o incompreensível, para o sem fim.

Não importa se vivemos 6 meses ou 100 anos. Se morremos bebês ou senis, o fato é que nada é mais do que um flash, um abrir e fechar de olhos diante da elasticidade do tempo e de um espaço sem fim.

Apesar disso tudo, há um espaço no finito, um lugar que chamo de consciência onde cabe o infinito. Convivemos dentro de um paradoxo existencial, onde as multidimensões, o mistério absoluto, o desconhecido, encontra abrigo na interioridade de um ser que pode transcender-se, superar-se e, no fim, vencer a própria morte.

Seu tempo, hoje

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Quero te fazer uma proposta:
Que tal viver como se o tempo não existisse ? Pense comigo.

Imagine que todos os tempos se limitam a um dia: o dia que chamamos de hoje.
Esqueça o passado, não se preocupe com o futuro. Hoje você pode se libertar do que deixou de ser, sabendo que o amanhã é miragem.

Vivemos condicionados em nossas limitadas percepções de tempo e espaço e deixamos que elas nos aprisionem, como se a vida fosse divida em três tempos.

Mas, me diga com sinceridade: você já voltou ao passado ou avançou no futuro ?

É no hoje que nossas vidas acontecem, inclusive o passado, inclusive o futuro, eles também só existem no hoje. O resto é memória distorcida ou simples projeção.

Vá a lugares onde nunca foi, converse com quem nunca imaginou, leia o que tiver vontade, saia da “caixinha”, pare o que está fazendo por alguns minutos, respire, sinta-se vivo, lembre-se de quem você é, de que a vida é muito maior do que tudo, inclusive a morte, esteja presente, hoje, agora, aqui.

Seja livre.

A percepção de que hoje o único dia que existe é libertadora.

Não tema o que não existe, não lamente pelo que já foi, não antecipe o que você não conhece. Quem você é hoje?

Novas escolhas, outras possibilidades, outra vida, agora.

É só hoje que tudo pode mudar.

Acorde!

Perca o medo do julgamento. O medo se ser julgado é só auto julgamento, então, seja tolerante consigo.

Sem preguiça! Ande com a vida, perceba seu fluxo presente em tudo, ouça sua intuição, esteja mais atento, perceptivo, aberto aos sinais do cotidiano, do caminho. Nem sempre o lógico é ser lógico.

Esqueça o medo paralisador, aquele que cria monstros que só existem na imaginação.

Quer ir mais longe? Comece com o primeiro passo. É preciso caminhar.
Passo a passo, um por vez a gente chega lá.

Se o tempo não for sua prisão, vá em frente, hoje, não receie se enxergar de verdade.

Transforme seu próprio mundo. Transforme-se existindo no tempo que é. Esse é o início de toda revolução.

Quando seu mundo muda, transforma a realidade, a sua e de quem está perto, seu mundo, sua vida, seu tempo, hoje.