Fé na simplicidade

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Sinceramente não creio em teses raivosas, complexas, inacessíveis, defesas apaixonadas, cheias de “verdade” e auto justificação. Sem simplicidade nos perdemos de nós mesmos e nos distanciamos de todos.

Não se forja homens e mulheres melhores em tubos de ensaio, estudos desgastantes ou doutrinas dogmáticas.

A busca pelo conhecimento, o acesso a leitura, estudo da filosofia, fazem bem a alma, arejam a mente, mas, no fim das contas, é só questão de opção intelectual já que as pessoas mais felizes que conheço são as mais simples de coração. Simplicidade de coração se constrói com sabedoria, aquietamento, grandeza de espírito e pacificação na mente.

Se a sede por conhecimento não mascarar angústias, certamente fará bem.

Mas se for fruto de medos, se for usada como “boia” existencial, para poder me agarrar diante do mar de inseguranças, se preciso do conhecimento para me auto afirmar, o resultado será um coração endurecido e uma mente afunilada em limites e conceitos muitas vezes baseados em moralismo, sem aberturas, sem profundidade, sem nenhuma possibilidade de diálogo com o mistério.

Quanto mais simples, mais verdadeiro. Quanto mais acessível, mais profundidade.

Creio que as maiores verdades da vida são as mais despretensiosas e essas estão a disposição dos mais simples de coração, aqueles que simplesmente enxergam no cotidiano as grandes respostas que precisa.

Essa é minha fé.