A cura

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Em última instância, todas as nossas sombras e labirintos interiores estão relacionados ao fato de que somos serzinhos ambivalentes que tateiam no escuro em busca do amor.

Será assim até que nos aquietemos e aprendamos que tudo o que chamamos de dores e alegrias, ganhos e perdas, vitórias e derrotas,altos e baixos, são de fato dádivas que , de um jeito ou outro, nos moldam, talham, trabalham e conduzem para o entendimento de que tudo o que precisamos é permitir que o amor nos encontre, nos acolha e nos cure.

Como ser feliz em um mundo injusto? Da para ser feliz sem ser alienado?

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As mensagens vem de todos os lados e parecem ótimas: Seja feliz ! – é o slogan que nos atrai e motiva a caminhada em busca do trabalho perfeito, o relacionamento ideal, o corpo jovem, saudável, prosperidade econômica e boas perspectivas.

É saudável buscar o melhor, é natural optarmos pelo conforto, no entanto, quando essa busca vira sinônimo de felicidade instala-se um processo de desgaste que certamente desembocará em uma coisa ou outra: Ou viraremos cínicos, dispersos em relação as próprias ambiguidades e dores próprias e alheias, ou permaneceremos em eterno estágio de melancolia, tipica de quem se amargurou por nunca ter conseguido se realizar.

Diante disso, surge a pegunta: A felicidade é uma utopia? Afinal, como ser feliz em um mundo com tantas contradições, alimentado por um sistema perverso, em um corpo finito, frágil, ambíguo? Talvez seja momento de questionarmos o real significado dessa palavrinha tão vendida, tão almejada, tão vinculada ao consumo, a perfeição: “felicidade”.

Esse vídeo é para quem sofre por não “ser feliz”, ou para quem projeta em sua caminhada o objetivo absoluto de “ser feliz”, mas ainda não conseguiu, ainda se questiona, ainda se culpa por não ter chegado la.

Como ser feliz em um mundo injusto? Dá para ser feliz sem ser alienado? É o tema desse mais novo Insight. Na esperança que lhe abra os olhos , aprofunde sua consciência e ajude a ter paz.

Sejamos humanos!

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Uma das coisas mais lindas nos humanos não é a capacidade de lutar, de estar forte sempre, de resistir, de sermos fortalezas ambulantes. Não é ai que mora nossa força.

Nossa beleza está em nossa relatividade, na fraqueza que amanhã se transcende, no choro que, sim, pode acontecer e, quando passa, lava a alma, na dor que nos deixa mais fortes, na capacidade de reconhecer sem medo, sem culpa, sem remorso, nossa própria humanidade e então transcendermos. Sejamos humanos!

Em simplicidade

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Sinceramente acredito na simplicidade. Podemos adquirir conhecimento com livros, nos tornarmos intelectuais, acumularmos informações, virarmos mestres, phds, especialistas, mas isso não é sabedoria.

Ser sábio é ser simples. É olhar para os maiores mistérios do universo, enxergar a complexidade da vida e perceber que tudo se vincula ao simples, que há níveis e níveis de compreensão onde não cabem palavras e qualquer tentativa de definição será um exercício de reducionismo.

Simplicidade tem a ver com nossa capacidade de processar interiormente, em gratidão, aquilo que intelectualmente nem sempre é passível de explicação, mas no entanto se relaciona com algum ponto de nossa consciência que se ilumina quando vê, quando percebe, quando se conecta, quando se aquieta e vive no hoje.

Você pode se impressionar com doutrinas bem construídas, grupos impecavelmente organizados, métodos, sistemas, fórmulas que garantem evolução espiritual, mas nada disso tem valor efetivo, nada saciará sua interioridade a não ser que você esteja atento, extraindo do cotidiano, da simplicidade de olhar, tesouros que não cabem em nenhum lugar a não ser dentro.

Você se esforça para evoluir, se angustia, lê todos os “manuais” de iluminação. Desocupe-se disso. Não estou dizendo para deixar de ler, eu mesmo sou um amante da leitura, faz muito bem a alma, mas a leitura não iluminará absolutamente nada se seu entendimento em relação ao que lê não estiver conectado ao que experimenta como humano, em suas relações, nas situações que enfrenta no dia a dia.

Desocupe-mos sem medo. Livre-se do “conhecimento”, da carga de letras, do muro de ideias que impedem a passagem do sol. Volte ao estágio da pureza da criança que simplesmente vê, que não julga, que experimenta nas pedrinhas do parque, nos galhos que caíram da árvore, na areia da praia, no sorvete de morango, no abraço do pai, no colo da mãe, na corrida com o cachorro, na água gelada da piscina, no doce da vovó, no passeio no fim de semana, no cuidado de quem ama, em simplicidade, sem explicações teóricas, as maiores verdades, o caminho para nos tornarmos humanos e, consequentemente, espirituais.