Quando nosso mundo é um cubículo

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Enquanto você está ai diante do computador, bilhões de acontecimentos diferentes se projetam em gente no mundo todo.

Agora tem gente sofrendo e gente feliz, uns acabam de receber a noticia esperada, outros a que temia. Apesar de nossas próprias experiências e nosso limitado arcabouço de percepções, há bilhões de desfechos, caminhos, alternâncias, lhe rondando, aproximando, afastando, mas presentes e reais como possibilidades.

Um único movimento pra lá e tudo pode mudar.

Um recuo, uma curva, acelerada ou freada e a vida toda vai em outra direção. Vivemos no mundo das possibilidades e o fato de só conseguirmos enxergar uma ou duas variáveis não muda o fato de que tudo está em aberto, pode acontecer e, hora ou outra, refletirá nos acontecimentos o que está se desenhando em sua interioridade.

Como se fossemos um

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Se furarmos todas as camadas de dogmas, preconceitos, inseguranças, sentimento de superioridade, rancor, insensatez, certezas fixadas em tradição, se passarmos por cima de nosso orgulho e abrirmos mão de pensarmos que somos detentores da verdade absoluta, se nos dispusermos a enxergar o outro como quem antes viu a si mesmo, abrindo-se para simplesmente amar.

Se for assim, passaremos por cima das camadas que nos separam e, então, não haverá separação. Coexistiremos em respeito e em amor. Tirando todas as proteções o que resta são humanos, frágeis, necessitados uns dos outros independente da fé que professam. Tudo o que precisamos é aprender a nos amar e respeitar.

Você enxergou seus limites?

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Ontem postei sobre nosso “teto”, nossos limites e o texto despertou muita gente a enxergar situações que tem se transformado em verdadeiras travas. Houve gente descrevendo histórias difíceis e é com gente assim que eu quero falar hoje de manhã.

Você se deparou com uma situação limite? É hora de aquietar, não se debata, nem faça movimentos desnecessários. Não fuja, não lamente, não desabe.

No “fundo do poço” você precisa de energia, de paz, de entendimento, afinal, sempre há saídas, em tudo, sempre. É hora de prestar atenção na vida, vir para o hoje, deixar de projetar no futuro, de lamentar, de se autovitimizar, isso não ajuda.

Vai passar, sempre passa.

É importante estar atento para todos os movimentos da vida a sua volta, sutis, singelos, todas as cordas, todas as escadas que vem de lugares inimagináveis e nos tira de lá. Tem muitas coisas acontecendo agora e você não vê. Será assim.

Viva um dia de cada vez, não se antecipe, não se angustie, nem sofra mais do que o “necessário”. Somos humanos, sofremos com as dificuldades, é natural que assim seja, mas que o sofrimento não vire desespero.
Desespero é cegueira, é andar em círculos, é desperdício de energia, é escuridão. Há saída, sempre há.

Confie, se aquiete, veja e entenda que não há nada que não possamos projetar significados, perceba que você vai se modificando, que a experiência pode expandir sua consciência, trabalhar sua sensibilidade, sua capacidade de se mover, de perceber as dores do próximo, des-cauterizar sua mente. Relativizar a sensação de conforto pode ser um remédio eficaz.

Você enxergou seus limites? Então promova silêncio na interioridade, confie e se alegre. Perceber o que lhe prende é o primeiro movimento para finalmente libertar-se. Tudo vai ficar bem ! Acredite, vai sim.