Trabalho, dinheiro X Consciência, espiritualidade : como resolver esse conflito?

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Entre o aprofundamento da consciência e a necessidade de “correr atrás do dinheiro”, entre o caminho que se desenha na interioridade e os labirintos que se confundem do lado de fora, entre a iluminação do olhar e a dificuldade em viver no fluxo da massificação, onde se encontrar? Nesse vídeo algumas respostas.

Hoje ilógico

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Existe um ponto na caminhada aonde as explicações tornaram-se desnecessárias e a lógica, uma equação de criança.

É quando a vida se transforma em uma infinidade de possibilidades, quando tudo pode acontecer, não sei por onde, nem quando, nem como, nem porque, mas, que diferença faz?

Nesse ponto, chamado hoje, tudo faz sentido, tudo se conecta, tudo é um milagre, sem lógica, sem racionalidade, sem controle e, talvez por isso, tão belo, tão verdadeiro, tão maior do que minha relatividade presunçosa, aquela que tenta enxergar lógica em dinâmicas que sequer vejo a sombra, que nem imagino onde começaram, tampouco onde irão terminar. Minha vida aqui não é mais do que um flash.

Muitas vezes é nossa busca angustiada por explicações que nos desvia do entendimento. Basta a cada dia sua própria porção e, para cada experiência, um significado específico.

Apenas siga seu caminho

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O que eu tenho para dizer é simples: tudo o que leu, tudo o que aprendeu, entendeu, por melhor que seja, por mais verdadeiro, se tornou uma técnica, uma forma de “vencer” a mente, o mundo, as dores. Não é assim.

A gente só entende de fato quando finalmente deixa de lutar, de se inquietar por isso. Você desperta e segue seu caminho, continua se relacionando com as pessoas, tem sua vida funcional, mas vive a partir de outra perspectiva.

Costumo dizer que a única referência para saber se o caminho que escolheu é positivo é a percepção do quanto ele te conecta às pessoas, ainda que elas sejam diferentes de você, do quando ele desenvolve sua percepção em simplicidade e amor.

Tudo é simples, somos nós que complicamos. Tentamos calar a mente, viver outra vida inspirado em mestres que, acredite, lidam com suas próprias dificuldades e limites.
Não há super homens nem mulheres maravilha e, que bom que é assim, afinal, nossa humanidade é o ponto de partida para que finalmente entendamos.

O problema é que deixamos de ser humanos.

Seja pela via da vida moderna, das distrações, do consumismo, da completa entrega as demandas do trabalho, da luta pela sobrevivência ou, aparentemente no sentido contrário, também deixamos de ser humanos quando tentamos virar vegetais meditativos, seres completamente espirituais, desconsiderando a necessidade de sermos humanos, estarmos nos corpo, convivermos e vencermos todos os dias nossa própria e natural ambiguidade.

Eu caminho um pouco hoje, amanhã avanço um pouco mais, pode ser que depois de amanhã retroceda um passo, mas é assim, aprendendo, enxergando, consciente de que não há nenhuma necessidade de incluir angústia, resistência, metas, cobranças, inquietudes, transformando algo que é para ser lindo, natural, em uma coisa feia, esquizofrênica, fragmentada.

Tudo o que aprendeu até aqui está em você. O fato de não ser como foi um dia não quer dizer que deixou de ser.
Você está em processo, todos estamos, a vida é um processo de escolhas, de aprendizado, de evolução assimétrica, sim, o caminho nunca é linear, portanto, siga o seu.

Não se baseie em ninguém, apenas, em simplicidade, responda as demandas do seu dia a dia em amor, esteja atento, humilde, não tente ser “o iluminado”, seja apenas você, humano, pacificado.
O próximo passo é só o próximo passo, não se preocupe com ele, não pense nele, caminhe hoje, agora e, acredite, isso é mais do que suficiente.