A difícil arte de perdoar

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Perdoar é difícil porque não pressupõe reciprocidade, tampouco deve se vincular a escancaradas demonstrações de arrependimento justamente por uma razão: Não perdoo para o outro, mas para mim.

É o perdão que me liberta do corrosivo sentimento de ter sido injustiçado, vítima de qualquer coisa, ainda que de fato eu tenha sido ofendido.

Estou falando sobre um passo além, sobre uma perspectiva acima, sobre um olhar transcendente que não pode se condicionar a nenhum tipo de expectativa, deixando-se sequestrar na dependência de que, antes que eu perdoe, o outro me peça perdão.

Arrepender-se, pedir perdão, tomar consciência da ofensa é importante para o ofensor, isso o libertará do peso do ato, ainda que porventura tenha que pagar pelo que fez, no entanto, meu perdão só será genuíno se, quando o arrependido chegar, antes mesmo, ele já estiver perdoado em meu coração.

Não é fácil e, talvez por isso, seja um exercício tão profundo e tão pouco praticado. Experimente !

Em que ponto você está?

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Não é a toa que acordamos com a sensação de que não sabemos a história toda, não é a toa que as vezes nos sentimos longe de casa. Entre o mundo criado a sua volta e aquele que existe dentro de você, em que ponto você está?

Roda de Ramster

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Por conta do intenso e inflexível apego por apenas um lado da história, uma única possibilidade, um condicionamento que se recusa a abandonar por medo, afinal, todos fazem assim, afinal é perigoso, afinal não posso correr riscos, afinal não sou louco, afinal o que dirão de mim?, afinal a maioria não entenderia, afinal….dificilmente enxergará as bilhões de possibilidades, todas as saídas, todas as oportunidades que exatamente agora estão no seu caminho. Agora. Mas você não quer enxergar. Melhor ficar girando a roda de ramster. Mais seguro né?

O amor e a verdade

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O amor me chama para a dimensão da verdade, mesmo que a verdade seja difícil de encarar, mesmo que doa, mesmo que implique em dizer não, cortar raízes profundas, cessar padrões fixados e estimulados pela média. Quem ama projeta sua vida sob essa perspectiva – do amor – faz um pacto com a verdade, alegra-se por nada, é grato por tudo, se desprende dos estereótipos, liberta-se e, claro, gera incômodos.

O mundo que estamos criando

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Nossas cidades abrigam milhares, milhões de mundos.

Elas refletem , em suas curvas e contrastes, luzes e sombras, altos e baixos, nossas próprias mazelas interiores, nossos poços e nossos mares, nossos medos, erros e acertos, o que somos expresso em pequenas atitudes de solidariedade, de desapreço, em correria, pressa, desumanização vertical na mesma medida que deixamos de ser.

Nossas construções projetam no espaço o tamanho de nossa sede. Imagem do progresso, belezas da arquitetura que se estende sobre frágeis corpos apressados, estressados na eterna luta pela sobrevivência, fixados em miragens , desatentos… desalmados humanos.

A alma de cada cidade é a somatória das nossas almas. Nossa cultura, sociedade, planeta, apenas o reflexo de nossos mundos, de cada mundo, de cada mente.

Cercados por arranha-céus, sitiados pela massa, feitos anônimos pela multidão, sentindo-nos como peças sem importância, sem relevância, sem voz, cada individuo é um mundo e cada mundo um universo em potencial.

Seguimos o fluxo, cabisbaixos, atentos apenas as sombras que as luzes piscantes produzem com suas mensagens de consumo, trombando-nos, desviando dos vultos que cruzam nossos caminhos, sentindo-nos muitas vezes forasteiros, esquecendo-nos de quem somos.

Esses mundos que as cidades abrigam, essas almas que cada corpo carrega, que acordam todas as manhãs sem saber direito a razão, que chegam em casa todas as noites e dormem tentando entender os “por ques”, essa gente que segue com pressa e nem pensa para onde vai, que seguem a média, que aprovam a moda, que investem no medo, que habitam no mundo, talvez, se quiserem, despertarão e, como um piscar de olhos se enxergarão.

Verão o poder que lhes habita no contraste da fraqueza, a força que carregam nas dores de existir, a verdade que liberta, que conecta, que abre os olhos.

Cada mente que desperta da a luz a um novo universo. Cada ser que se enxerga, cada humano que transcende a si mesmo e, como vagalumezinhos que brilham a noite, contagiam seu ambiente, influenciam sua geração, constroem seu próprio mundo que desfaz o cinza que nos habita e apaga a noite em nossa alma, esse olha para o mundo, a cidade em que vive, e , apesar de forasteiro, brilha.

Você muda o mundo quando seu mundo muda em você.

A cidade continuará onde está, e tudo como sempre foi, no entanto é o bom olhar que projeta no caos o equilíbrio e permite que um dia nossos mundos se cruzem, se abracem e completem, somando-se, crescendo na consciência de que uma mudança de olhar faz toda a diferença.

Nossas cidades abrigam milhares, milhões de mundos. Todos eles, vivem em sua mente.

Qual mundo você está criando?

Não queira mudar ninguém

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Não espere do outro nada além do que é. Aceite. Não tente muda-lo, não pense que é algo pessoal, simplesmente aceite.

Se houver no outro algo que precisa ser melhorado, se houver alguma percepção a ser acrescentada ou alguma mudança importante a se realizar, ela virá a partir da sua calma, da sua sabedoria, do seu silêncio interior, da harmonia que deve partir de você até irradiar o ambiente ao ponto de promover entendimento que harmonizará, equilibrará ou, se for o caso, promoverá rupturas muitas vezes necessárias.

Um dos maiores desastres vividos nas relações nasce quando um tenta mudar o outro a força, aos berros, chantageando emocionalmente, portanto, não tente. Mude a si mesmo, pacifique-se apesar dos pesares, enxergue-se e a paz será seu árbitro, iluminara seu caminho e tudo clareará, saberá por ande caminhar, saberá até se chegou a hora de ir embora.

Esse “outro” a que me refiro pode ser uma pessoa ou quem sabe um “corpo estranho” na sua existência, um problema, uma dor, uma inquietude constante.

Ao aceitar o outro como é, simplesmente ame.

Ame reconhecendo ame aceitando, ame como é. Ame mesmo aquilo que hoje lhe desagrada entendendo que é assim , aceite, pacifique-se, e tudo clareará.

Não estou dizendo que você deve se submeter a situações degradantes, que deve aceitar o que te faz mal, deve simplesmente não fazer nada como se não pudesse interferir nas relações e nas dinâmicas da vida.

Não é isso, entenda: O que estou dizendo é que antes de qualquer coisa você deve entender como o outro é, aceitar e amar. Agindo assim, criará um ambiente, ou de conexão, ou de afastamento, entendendo que entre tantas coisas que você pode fazer, aceitar é o primeiro passo, amar o mais poderoso, até porque, quem ama entende com mais clareza quando chega a hora de ser firme, de dizer não, de tomar atitudes mais pontuais.

O que estraga uma relação não é o fato do outro ser diferente de nós, afinal, quem é exatamente igual? O que estraga é o fato de que, mesmo bem intencionados, não aceitarmos os prazos, ritmos e processos do outro, tentando imprimir na relação uma percepção única – a nossa – e, seja diretamente ou não, cobrando do outro aquilo que ele ainda não tem, nem é, e talvez nunca será.

Enfrentamentos, gritarias, mágoas e oposições viscerais não costumam promover mudanças. É assim com o próximo, é assim com a vida. Reflita sobre isso e tenha um dia em paz !