Os sentidos de cada mundo

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Amor será sinônimo de fraqueza, de espírito pobre, amedrontado e servil. Jamais passará de título de música popular, inspiração de algum poeta alienado, ou quem sabe gancho de novela, sem sentido, sem densidade, sem nenhuma utilidade, se minha alma estiver seca, se meu medo servir de bloqueio e continuar me impedindo de saltar, de correr riscos e assumir as implicações de responder as demandas da vida em amor.

Amor será apenas uma palavra açucarada enquanto estiver fora de mim, enquanto não estiver claro que só posso experimentá-lo quando de fato eu me tornar amor.

Só isso

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Liberdade: o ser humano livre, incomoda muito mais do que pode imaginar. Portanto, se está difícil, entenda, não há outra maneira. Siga seu caminho em amor sem querer pregar nada para ninguém, sem tentar convencer ninguém de nada, sem querer provar o que quer que seja, apenas ame, seja amor e pronto.

Onde está a verdade?

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Onde está a verdade? Ela está em todos os lugares, mas nada a detém. Ela está no simples e no complexo, no fácil e difícil, naquilo que entendemos e naquilo que sequer imaginamos, no mistério, no milagre, no cotidiano, no simples, no que não damos importância.

Tudo carrega um pouco dela, tudo, mas nada é a verdade, inclusive nós, portadores da verdade em meio a própria contradição do ser, não somos a verdade, mas ela está em nós, existimos nela, somos parte dela.

Não se encaixota a verdade, não se apreende o que é. Por isso olho sempre com desconfiança quando me deparo com sistemas, métodos, passos que nos garantam acesso a ela. Desconfio de todo o grupo que diz “nós temos a verdade, ela pertence a nós e todos os que estão fora das nossas rodas estão condenados”.

Nossas mentes ruidosas facilmente projetam o que não se pode projetar em um objeto, uma pessoa, uma religião, uma filosofia, no que quer que seja, porque assim fica mais fácil tomar posse, controlar, dizer “é meu”.

Então nosso ego se sacia, se sente importante, vira referência diante dos pobres coitados que não conhecem a verdade como eu conheço. Esse, sem saber, está longe dela.

A verdade se expressa de várias maneiras, por muitas linguagens, não se prende a um código, uma cartilha, um manual, uma corrente. Quem se prende a qualquer uma dessas coisas achando que está fixado na verdade ainda não aprendeu que a verdade não é fixa, ela se movimenta, se expande, caminha sempre.

Todos podemos experimentar fragmentos da verdade, uns mais outros menos, todos podemos nos expor a ela, uns mais, outros menos, e o que define esse mais e menos está longe de ser minha capacidade ou possíveis “méritos” como potencial portador da verdade, mas, sobretudo, minha capacidade em perceber o simples, olhar o cotidiano, experimentar no hoje, no agora, a verdade que irradia de tudo, até da contradição, até da dor, até do que chamo de mentira, até mesmo de mim. Quem tem olhos para ver?

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