Corra riscos!

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A vida não premia ou castiga. A vida não dá necessariamente o que você quer só porque “mentalizou positivo”, só porque seguiu os dez passos que o livro de auto ajuda ensinou. Não.

A vida ensina e a lição é absolutamente individual, só vale para você e, principalmente, se vincula, não necessariamente ao que você pensa, mas, sobretudo, ao que você é. Então por que você é sempre assim?

Repense sua inflexibilidade. Sua necessidade de provar o que não é, sua eterna corrida atrás do que não sabe ao certo o que é. Simplesmente procure compreender, abra-se. Esteja atento, veja, observe, perceba, desintoxique os sentidos, corra riscos! Mais do que isso: transcenda-se renovando seu olhar.

Há muitas e muitas coisas acontecendo agora ai no seu ambiente, nas suas relações, no seu caminho, na sua história. Você só enxerga um ou dois desdobramentos e, mesmo assim, se apega a eles com todo o seu medo, toda sua culpa, toda a sua insegurança.
Relaxe. Perca o medo do que porventura “tem a perder”. Perder-se é sempre a pior perda.

Como manter-se em paz?

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Enquanto crescemos, seja fisicamente ou espiritualmente, naturalmente nos expomos às dores de crescimento. Não necessariamente porque a dor carregue algum tipo de iluminação, um certo sadismo existencial que nos coloque em posições difíceis quando poderia ser de outro jeito. Não é isso.

Falo sobre as dores de existir, aquelas que experimentamos enquanto crescemos, durante a caminhada, na medida que somos confrontados entre aquele que penso que sou e aquele que sou, entre quem quero ser, e quem ainda não sou, entre o agora e o ainda não, entre o que considero ideal e aquilo que é, entre minhas vontades, o que penso que me fará bem, e o que de fato preciso, o que me tornará melhor e promoverá consciência.

Vivemos no meio de inúmeras contradições e carregamos na alma os saldos desses embates; não há nada que deixe de nos revelar.

Chamamos os acontecimentos por um nome, apontamos, descrevemos a causa de nossas dores, decepções, saudades, nostalgias, inseguranças, dizemos que é por isso ou por aquilo, que essa é a causa, que “ele” é o culpado, mas isso enquanto não metermos a cabeça na água, furarmos a superfície e encararmos as profundezas. As nossas profundezas.

O que seu coração quer não é um novo amor, um novo carro, um novo emprego, nova roupa, novo computador, nova cidade para morar. Não é uma nova casa, própria, bonita, no bairro preferido. Não são mais amigos, mais dinheiro, mais reconhecimento. Seu coração só projeta em gente, objetos e situações o aconchego, a segurança, a confiança que de fato você precisa.

É sempre assim. Projetamos, sofremos, achamos que nunca ultrapassaremos determinada dor até que o mundo gira, até que tudo muda, até que a gente esqueça.

Então, “Como se manter espiritualmente em paz?” – Você me pergunta. Simples: Mantendo-se em paz consigo mesmo, parando de agitar-se como folha solta ao vento, olhando para onde realmente todas as coisas acontecem: sua interioridade.

Cuide de seu coração, enxergue a vida que há dentro de você, cresça nela, transcenda-se sabendo que você não é só o carinha, a menina, a senhora, o senhor que todos veem, que você vê, que te fazem acreditar que você é;

Não. Quando inverter sua lógica de olhar e perceber onde tudo acontece, estará olhando para o lado certo e saberá quem é.
Perceberá que tudo o que hoje lhe faz mal não são causas, mas consequências, apontamentos para que desbloqueie o olhar e viva na dimensão onde nascem os significados, onde tudo fica claro, onde as coisas acontecem, onde realmente importa.