Nossa busca pela consciência

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… na vida tudo fala, os maiores mestres geralmente nem sabem que são e fogem de qualquer rótulo, não aceitam títulos, não buscam prestígio pois sabem que os grandes só o são pela via da consciência dos próprios limites, da própria relatividade, pela disponibilidade de servir…”

Além da superfície

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Se resolvermos ir além da superfície, se decidirmos mergulhar a cabeça e tentar enxergar só um pouco mais, perceberemos quão frágeis são nossos conceitos de verdade especialmente porque ninguém sabe de fato o que ela é.

Dá medo relativizar absolutos e assumir que tudo o que temos é quase nada, e o que pensamos saber, muito pouco.

É quando nos flagramos com nossas caixinhas nas mãos, aquelas que antes acreditávamos serem suficientes para guardar o que não cabe, controlar o incontrolável, domesticar o essencialmente selvagem e tudo o que resta é assumir que minhas leis, minhas regras, minhas verdades são apenas periféricas, importante para que uma sociedade viva civilizadamente, mas nada além disso.

Quando se aquietar interiormente…

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Quando se aquietar interiormente, quando parar de dar bola para as ameaças de sua mente, dizendo que é isso ou aquilo, usando o futuro como projeção ou passado como condenação, tudo estará absolutamente mais claro.

É você quem está produzindo toda essa confusão. O mundo lá fora está apenas reproduzindo o mundo de dentro. É sempre assim. Não adianta arrumar o lado de fora porque o de dentro continuará nessa confusão. É como passar perfume, trocar de roupa e continuar sujo, sem banho, suado.

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Tenho aprendido que fé é um estado de espírito.
Não se parece com um amuleto que garante sorte em momentos difíceis.
Fé é um jeito de perceber a vida. É estado de gratidão, apesar dos pesares.

Como entender os sinais?

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“Como identificar se imprevistos são sinais sobre determinada situação que não vai dar certo, ou se estou simplesmente fugindo?”

Não existem “sinais” desconectados de nós. Tudo acontece dentro, é em nós que nascem os sinais que porventura se expressam nos acontecimentos. Portanto, ao invés de ficar tentando interpretar o que cada acontecimento quer dizer, cada voz, cada sinal, cada situação, apenas cale sua mente e perceba de onde eles vem.

É triste notar o quanto podemos nos sobrecarregar em busca da verdade.

Percorremos longos caminhos, fazemos viagens cansativas sem nos darmos conta que pouca coisa é necessária. sem enxergarmos o simples.

Gostamos dos labirintos, aceitamos com certa satisfação quando nos apresentam “caminhos secretos”, “verdades” ocultas, técnicas “milenares” para pretensamente atingirmos o que já faz parte de nós, está na essência, acessível para quem deixa as camadas impostas de lado e, com simplicidade, olha e enxerga, para e ouve, entende que basta seguirmos nosso caminho atentos, não especificamente nisso ou naquilo, mas, sobretudo pacificados e naturalmente perceptivos.

A clareza de onde estamos se estabelece no chão da paz e a paz é reflexo de um coração simples, que cultiva a gratidão, que já entendeu que aprofundar a consciência é fruto de um caminho, às vezes ingrime, outras plano, mas sempre caminhando.

“Como identificar se imprevistos são sinais sobre determinada situação que não vai dar certo, ou se estou simplesmente fugindo?” – você pergunta. Ora, sem colocar angustia sobre isso, sem pensar que há mensagens subliminares que você não esteja entendendo, se inquietando, culpando-se muitas vezes. Apenas aquiete-se.

Tudo fala, tudo é sinal, tudo traz mensagens, tudo, mas elas só farão sentido se conectadas a sua verdade, portanto não há nenhuma mensagem se esta não estiver absolutamente vinculada a você.

Não se preocupe em entender as mensagens antes de entender-se.

Apenas isso.

Que a paz seja seu árbitro: quando sentir que deve ir, vá. Quando achar melhor ficar, fique. Desista ou insista, dependendo do que seu coração disser. Pare de ficar desesperadamente tentando entender os “sinais” e, antes, entenda-se, revise suas motivações, enxergue a si mesmo.

De mais atenção a isso, busque dentro e se espantará quando começar a enxergar o “fora” com clareza, consciente de que tudo reflete o que você tem se tornado. Lembre-se: o processo que irradia em tudo, começa em você. A chave não está nos acontecimentos, mas em você. Preste atenção nisso e tudo ficará mais claro.