O bem que faz mal – Insight

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Praticamos a caridade, pregamos o bem, alimentamos nossa reputação sem perceber quantas vezes trilhamos caminhos de autoengano disfarçados de superioridade, manipulando os outros e a nós mesmos. Quem está disposto a questionar-se? Assista esse vídeo e pense sobre isso.

Mudanças

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Nenhuma mudança é boa o suficiente quando não é fruto de consciência, de aquietamento, consequência de uma mudança de olhar. Não adianta mudar de trabalho, de namorado, de casa, carro, cidade, país, planeta, porque o que somos sempre vai junto, se vincula, se agrega, se fixa e aglomera, ficando mais pesado, mais difícil de carregar.

Tendências

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Sei que nossa tendência é projetar nas coisas, arrumar culpados, desculpas, argumentos que transfiram as causas, que nos impeça de reconhecer que a dor mora na gente, nasceu na alma, vive em nós e só aqui, em nós, é que podem ser resolvidas. O trabalho, os relacionamentos, as pessoas são sintomas, não causas, podem até aguçar a inquietação, torna-la mais aguda, mas o poder de lhe abalar é uma concessão sua.

Seus caminhos e as alternativas: como percebê-los?

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Você caminha e nem percebe que há milhares de possibilidades para o mesmo evento, desdobramentos inimagináveis, alternativas que você sequer cogita justamente por fixar-se em uma, duas ou três variáveis. Saiba: a vida é um leque de possibilidades, todas disponíveis, todas com potencial para acontecer, somos nós, condicionados, que não vemos. Abaixo uma breve reflexão em áudio sobre o assunto.

https://soundcloud.com/flavio-siqueira-1/reflex-o-com-flavio-1

Autoestima

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Como faço para ter autoestima mesmo quando TUDO diz o contrário?

“Tudo” não diz nada. “Tudo” são apenas acontecimentos e, quem “diz” é você. Você interpreta a partir do que tem ai dentro, retroalimentando um processo que irradia e de alguma maneira pode gerar esses afastamentos.

Vamos combinar uma coisa? Observe as tentativas de sua mente para chegar a conclusões, fazer ilações, reclamar, e somente observe. Deixe que ela fale.

Perceba como somos carregados por movimentos de autossabotagens, na tentativa de criar cenários que reforcem nosso ego, ainda que o cenário seja negativo.

Não importa se superlativo ou negativo, a distorção de cenários reforça a imagem mental, nesse caso, de que “não mereço”, de que “sou culpado”, de que “sou pior”. Tudo mentira. “Melhor” ou “pior” são julgamentos absolutamente subjetivos e desnecessários.

O que você precisa fazer agora? Nada.

Somente aquiete-se, pare de ouvir esses ruídos da mente e pacifique-se. Em paz, simplesmente perceberá e naturalmente verá que, em você, há muito mais do que hoje pode perceber. Acredite em mim.

Está na hora de verdadeiramente se enxergar sem a lente dos outros, mas vendo de fato quem você é.

Uma história pessoal – Sobre meus livros, o que tem acontecido, o que acontecerá

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Vou compartilhar algo pessoal contigo. É uma história um pouco longa, mas gostaria que lesse até o fim.

Em meados de 2009 pontualmente às 4h30 da manhã eu saia da cama quente e enfrentava o ar gelado do Sul em direção á cozinha, preparava um café e rapidamente me dirigia ao computador para escrever mais um pedaço de uma viagem que mais tarde eu chamaria de “a surpreendente jornada de um homem em direção a Deus e a si mesmo”.

Quando terminei de escrever as dez primeiras páginas de O Éden, pedi a minha esposa que lesse e me dissesse o que achou. Ela costuma ser bastante imparcial com o que faço, por isso me assustei quando apareceu chorando, dizendo que tudo aquilo era muito forte, que mexeu bastante com ela.

Engraçado que, mais adiante, assim que terminei de escrever, pedi a um amigo que lesse. A reação dele foi parecida: “tive que parar no meio. Não sei descrever que tipo de efeito o livro provocou, mas mexeu em pilares tão arraigados que precisarei de um tempo para retomar”. Desde que foi lançado, em 2011, e até hoje, recebo diariamente relatos do nível de profundidade que a história chegou, de como tantos leitores se enxergaram nas páginas, como o final reorganizou conceitos, mexeu com raízes profundas, iluminou mentes, mudou perspectivas. É claro que tudo isso me deixa muito feliz.

Mas estou contando essa história porque houve uma interrupção no que eu gostaria que fluísse com liberdade, com alegria, com espontaneidade. Por razões alheias a minha vontade O Éden escasseou nas livrarias, tornou-se raro, difícil até para mim que, desde o lançamento da obra em 2011, não recebo nenhum tipo de prestação de contas relativas a direito autoral, distribuição, etc… enfim, não sei a situação real do livro.

O que era para ser alegria, começou a gerar tristeza, especialmente pelo pouco caso de gente que inicialmente teria a função de ajudar e trabalhar pelo livro. Comecei a receber dezenas e dezenas de mensagens de leitores que não conseguiam compra-lo, que recebiam informação de que O Éden havia esgotado. Enquanto isso, os mesmos que diziam que não havia mais livro para os leitores respondiam as minhas cobranças afirmando “esse é um livro encalhado”.

A história é longa, não vale entrar em pormenores, mas o fato é que, por conta disso, desisti de lançar no meio do ano um novo romance que terminei de escrever no início de 2013. Senti que se o fizesse mataria O Éden, teria que virar a página e as atenções para a nova obra. Eu sabia que O Éden poderia tocar muito mais gente, que a história é poderosa, que não deveria deixá-lo nas mãos de quem o travava com gratuita hostilidade e simplesmente seguir para outro romance.

Encontrei meios alternativos de divulgar e distribuir O Éden e, como esperado, o resultado foi sempre animador. Cada vez mais gente lendo, mais relatos, mais experiências únicas, sempre reforçando minha impressão de que esse livro é de fato especial, que eu não deveria simplesmente deixar para lá, era preciso insistir.

Então resolvi o seguinte: Em Janeiro vou lançar outro livro, uma coletânea de textos meus, um livro esperado por tanta gente, que poderá ser trabalhado junto com o Éden sem a necessidade de “matá-lo” por tratar-se de uma proposta diferente. Estou trabalhando fortemente para que em breve (não posso precisar quando) O Éden seja relançado de outro jeito, com outras pessoas, em outro espírito, que me permita projetá-lo conforme eu e os leitores desejamos.

Depois disso, talvez no segundo semestre de 2014, poderei lançar o novo romance igualmente poderoso e profundo, mas até lá sinto que ainda há viagens que O Éden precisa fazer.
Faz tempo que essa história tem me incomodado, aliás, há bastante tempo pessoas me escrevem querendo saber sobre o livro, onde encontrá-lo, por que está difícil, como proceder, por que dificilmente levo para os encontros. Agora você já sabe parte do que está acontecendo e, melhor, do que vai acontecer.

Às vezes a gente encontra dificuldade, mas, disso tenho absoluta certeza, todas carregam potencialidades que, de outra forma, jamais perceberíamos. Sei que é o caso e fico feliz que alternativas sempre aparecem. Elas nos levarão para lugares bem melhores. Logo espero trazer novidades. Grande beijo, obrigado por tudo, fique bem!

flavio eden