Medo de amar

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Você identificou o problema, reconhece sua inabilidade, sabe o que te machuca, então, já avançamos muito.

O que muitas vezes dificulta a caminhada é a sensação que devemos mudar tudo de repente. Uma vez iluminados pela consciência, pensamos, tudo deve ir imediatamente para o lugar, ou pelo menos o mais rápido possível. Então você olha para as “mascaras” lá fora e acredita que todos são absolutamente felizes, tudo dá certo na vida dos outros, sempre um comercial de margarina, menos contigo.

Acontece que a vida é um processo e, particularmente sou cético quando ouço alguém dizer “eu era de um jeito, fui dormir e acordei completamente mudado”. Pode acontecer com um ou outro? Quem sabe? Mas se acontecer são casos tão pontuais que prefiro não considerar quando trato com gente.

A vida é um processo e cabe a nós, enquanto caminhamos, a vontade e a disponibilidade de mudar as coisas.

Agora a pouco respondi uma mensagem muito carinhosa de uma mulher que me dizia assim “ainda não encontrei o caminho, mas continuo caminhando”, é isso !

O caminho se completa enquanto caminhamos, as peças se encaixam enquanto jogamos, a vida se organiza conforme vou crescendo em relação ao que preciso mudar, o que mexer, para onde ir.

Você percebeu sua dificuldade em se abrir para o amor? sua proteção? sua casca? Ótimo ! Agora projete consciência sobre isso porque a vida lhe dará um bilhão de oportunidades absolutamente todos os dias. Não se distraia.

Se estiver presente nos seus momentos, aos poucos, conseguirá, não porque uma mágica se aplicará, mas porque deixará de agir por inconsciência. Você simplesmente estará presente.

Sua resistência ao amor é fruto de inconsciência. Pode ter sido um trauma do passado, um medo, algo mal resolvido, culpa, não importa, mas vive no campo da inconsciência. Desloque-se para a dimensão da consciência e faça isso a partir da percepção que você já tem tido, da iluminação que já tem diminuído sombras.

A partir disso, seus passos serão iluminados, não há outra opção: A gente só anda no escuro enquanto não acende a luz.

Pode ser difícil algumas vezes, dolorido outras tantas, afinal, nem sempre é fácil se expor, no entanto, acredite: expondo-se a luz da consciência, o medo de amar vai embora, o medo de ser amado, vira coisa do passado, você terá de lidar com a própria fragilidade, perceberá que não há o que perder, vou repetir, não há o que perder porque nada tem o poder de nos roubar o que de fato é essencial.

As pessoas podem nos roubar bens, podem processar, machucar ou matar o corpo, mas, acredite, entender que a morte não mata, que os bens são apenas apetrechos, que o essencial mora na gente e isso ninguém rouba é absolutamente libertador, suficiente para lhe remeter à outro nível de percepções, de relação com as pessoas e a vida.

Continue caminhando, sabendo que é um processo. Começa pela percepção de que algo deve mudar até que você aceite projetar luz sobre seus passos e siga em liberdade, em paz. O caminho mudará. Esteja atento, não se autossabote, responda as chances que virão em amor e, acredite, tudo será diferente.

Um comentário sobre “Medo de amar

  1. ANa Luiza Rigueira

    Muito obrigada, querido Flávio. Você é muito admirado e muito amado por todos nós que somos ajudados por você! Tudo de lindo pra você! Um abraço

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