Uma dica

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O que eu tenho para lhe dizer? Não faça nada. Sim, apenas se aquiete. Vida espiritual não se “conquista”, não se “melhora”, não se “agrega”, apenas se percebe. Não faça nada, apenas se aquiete e verá que a paisagem de prédios, carros e fumaça é miragem: há outra, linda, profunda, verdadeira por trás. Seus olhos precisam se pacificar para ver. Sua mente precisa silenciar para entender. É um processo, um caminho. É só isso. Você está perto, tudo está dentro, tudo está ai, Deus nunca esteve longe, nunca, ele vive em você e você vive nele.

Esteja no hoje: Onde todas as coisas acontecem (áudio)

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Como superar as pre ocupações e distanciar-se dos problemas, mudando a perspectiva para algo mais concreto, realista, consciente? Simplesmente deslocando-se da miragem do futuro e da distorção do passado. Estar no hoje é viver na dimensão onde todas as coisas de fato acontecem. Nesse áudio com dois minutos e meio, uma reflexão sobre o assunto que pode lhe fazer bem.

https://soundcloud.com/flavio-siqueira-1/reflex-o-com-flavio-siqueira-6

As mensagens da manhã

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Sei que tem gente esperando as mensagens que chegam pela manhã.
Acordam, fazem suas coisas, ligam o computador e leem. Muitos me descrevem sua rotina e contam como a espera desses textos virou um hábito muitas vezes.

Antes de escrever paro um pouco, fecho os olhos, ouço os pássaros abundantes aqui na minha região e tento relaxar para, quem sabe, intuir que tipo de assunto será pertinente, quem posso tocar com as palavras?

No entanto há dias mais difíceis, parece que neles a inspiração está de ressaca, que o tema não vem ou que qualquer assunto parece ter sido abordado em um dos últimos textos. Mas sei que tem gente esperando as mensagens que chegam pela manhã. Abro os olhos, levanto da cadeira e vou à janela.

Quanta vida! O chão úmido da garoa que alimentou a terra na madrugada passada. O céu, um espetáculo natural, nuvens de vários formatos, de várias alturas, iluminadas através das frestas onde a claridade do sol desponta todas manhãs, quanto verde na praça aqui da frente, quantas cores, quanta vida que nem vejo, no chão, na grama, no tronco onde um joão de barro construiu sua casa.

Agora me lembro que faço parte disso tudo, mas, se eu me aquietar um pouco mais, perceberei que não só faço parte, sou tudo isso. Somos todos vida, milagre, conectados de uma forma linda e misteriosa, vinculados, parte de uma coisa só, temporariamente refletidos em uma forma, uma cultura, um corpo, mas só temporariamente.

Poxa, o que de fato significa estar vivo? Por que afunilamos tanto nossos sentidos e reduzimos a grandiosidade de estarmos aqui, de termos consciência, de abrigarmos o amor, de sermos casa de Deus, por que tudo isso virou nada? Por que pensamos mais nas contas, mais na semana que começa, mais no trabalho, mais nas dívidas, mais no Natal ou no que quer que seja periférico, passageiro, pueril, chamamos de realidade o que é frágil como uma casaca de ovo enquanto o resto, o todo, a vida, vira abstração?

Um pássaro “quero-quero” voa perto com seu canto característico e meus pensamentos interrompem. Abro os olhos e venho para o computador sem pensar no que vou escrever. Não há mais necessidade de temas, afinal, as mensagens que chegam pela manhã estão em todos os lugares, o tempo todo, em mim, em você.

Resolvo escrever algo que fale sobre minha experiência de agora, sobre como o texto nasceu depois da sinfonia de vida exposta na minha janela, como tudo fica pequeno diante dos incontáveis, constantes, onipresentes espetáculos de vida que nem vemos, nem valorizamos, nem levamos em conta para saber que, sim, há sinais, há vida, há mensagens em tudo, inclusive nos textos que chegam pela manhã.