Decepções

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Encontro em Floripa!

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Amanhã cedo decolo em direção à Floripa para mais um encontro, o penúltimo de 2013. Aliás, encontros nunca são “mais um”, especialmente porque cada um tem sua energia própria, seus encaminhamentos naturais, suas questões específicas.

Será algo simples, para poucas pessoas, bastante pessoal para compartilharmos experiencias e falarmos sobre os benefícios do aquietar-se e as possibilidades de expandirmos nosso olhar.

Fico bastante feliz, sobretudo com os encontros humanos que acontecem, com a tal “desvirtualização” do meu trabalho que propus no meio do ano e, desde então tantas coisas boas aconteceram. Os Encontros são fruto disso. Portanto fica aqui minha gratidão por quem estará comigo amanhã e meu convite para quem quiser ir, já que ainda restam vagas e hoje é o último dia para inscrição. Se quiser, escreva para encontrospelobrasil@gmail.com que te detalho como fazer. Grande beijo, fique bem e até daqui a pouco.

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A dimensão do inesperado

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Que as coisas deem certo e sejam como você espera, que seus planos se concretizem conforme tem se preparado, mas, preste atenção: mantenha em você uma dimensão aberta para o inesperado, para as surpresas boas da vida que chegam, nos abraçam, surpreendem e abrem perspectivas sem que tenhamos sequer cogitado.

No começo assustamos como quem vê seu infalível plano frustrado, parece que tudo deu errado, mas, se esperarmos mais um pouco, se evitarmos a reclamação, a raiva, o sentimento de perda, certamente concluiremos que de fato uma nova, maior, melhor porta se abriu.

A gente só percebe quando essas portas se abrem, enquanto não depositamos todas as fichas em nada. Não faça isso. Não jogue todas as fichas em uma única possibilidade, muito menos condicione sua felicidade a um desfecho específico, como se não houvesse outros caminhos, como se você realmente conhecesse todas as cartas, soubesse todos os passos, todas as possibilidades intrínsecas em cada cenário.

Talvez esse seja o momento de trabalhar para que certos processos se concluam, acho justo que se esforce para que seus planos se concretizem, isso é bom e necessário, mas me refiro ao perigo de apostar todas as fichas nisso sob o risco de perder a perspectiva mais ampla. Muitas vezes o que chamamos de “meta” é apenas um apontamento para chegarmos a determinado ponto do caminho e, nesse ponto, simplesmente percebermos que a meta deixou de ser meta e está na hora de mudar a rota. Acontece muitas vezes.

Como eu sempre digo, em nossa volta há bilhões de possibilidades, de desdobramentos que sequer enxergamos, afinal, só vemos uma ou duas perspectivas. Entende o que eu digo? Pode ser que seu plano atual de certo e será maravilhoso! Mas pode ser que não dê e, se não der, sei que há outras bilhões de possibilidades que você só enxergará quando descansar, certo de que não é esse ou aquele objetivo, mas é a vida, é o fluxo natural que lhe sustenta e movimenta as possibilidades.

Esteja atento e não perca a oportunidade de enxergar as grandes surpresas que a vida reserva, no entanto, só são percebidas por quem mantém em si mesmo, disponível, aberta, a dimensão do inesperado.