Aprendendo com a falta de esperança

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Ás vezes perdemos a esperança. É como se não houvesse argumentos ou qualquer tipo de situação que se sobreponha a fatal constatação de que não há mais razão para esperar, o que eu pensei que fosse acontecer não aconteceu, aquilo que demandou investimento, suor, dedicação, fé, simplesmente foi diluído diante de uma realidade inexorável e, com ela, a des-esperança.

Nesse Insight, uma conversa aberta, franca e realista sobre nossa vida no mundo, as contradições que produzem desgaste, as dificuldades que muitas vezes dificultam a esperança em dias melhores e o quanto podemos aprender a esperar com a des-esperança. Independente dos cenários, que nossa conversa de hoje lhe aqueça o coração e, sobretudo, lhe ajude a acreditar que a vida pode ser melhor.

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O privilégio de cuidar de uma criança

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Para quem cuida de uma criança: instigue, provoque pensamentos diferentes da média, incentive a leitura, converse, pergunte, responda, provoque curiosidades e a necessidade de saber mais.

Ajude a lidar com seus erros, não seja rigoroso sem amor e não ame sem rigor, deixe que ela seja feliz, mas não tente evitar a qualquer preço seus inevitáveis confrontos com a infelicidade, ainda que você se esforce para minimizá-los, não se esqueça que o sofrimento amadurece e faz-se necessário.

Mais do que estar, seja presente, seja amigo, seja humano, seja amor, não esconda sua fragilidade, não mascare seus erros, peça desculpas quando achar que exagerou, olhe nos olhos, abrace, beije, ame e assuma seu amor.

Lembre-se: não projete em ninguém, nem na escola, nem na babá, nem nos avós, tampouco na televisão ou no computador a responsabilidade e, sobretudo, o privilégio de transformar crianças em homens e mulheres felizes, sábios e equilibrados.

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Mestres!

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Tem gente que não entende quando manifesto alguma desconfiança diante de seres “esteticamente iluminados”.

Rosto contrito, barba longa, olhar penetrante, roupas exóticas, ou cabelos engomados, ternos impecáveis, enfim, o kit completo. Soa ainda pior quando o sujeito gosta de ser chamado por nomes que o diferencia, que projeta sobre ele uma áurea santificada, quase intocável, inacessível, inatingível pela maioria que, resignada, seguem.

Vejo muitos por ai, de todas as ideologias, das mais diversas correntes.

Sabe por que me incomodo? Por acreditar piamente que toda evolução espiritual, toda iluminação, toda aproximação da verdade se vincula ao nosso crescimento humano.

Somos humanos quando amamos. Quanto mais humano, no sentido pleno e puro da palavra, mais atento, mais aberto, mais humilde, mais espiritual.

Sinceramente, quem pensa que pode ensinar alguma coisa, quem pensa que entendeu e apreendeu para si qualquer fragmento da verdade, deve saber aplicar na vida a conclusão de Sócrates sobre o conhecimento “só sei que nada sei”, nesse caso, “só sei que nada sou”, a não ser que o “sou” seja carregado do significado de “ser”.

Ser útil, ser sal, ser gente, ser humano. Na minha opinião é isso que devemos promover: humanidade, vínculos, consciência e jamais a imagem de “iluminados inacessíveis”, de gente que supostamente transcendeu a média pelo fato de vender uma imagem para consumo de grande mestre, grande guru ou coisa parecida.

Sejamos humanos, identificados uns com os outros em nossas fraquezas comum, presentes no hoje, atentos nos maiores e mais iluminados mestres, justamente os que não fazem alarde, não amealham seguidores, nem atraem holofotes, aplausos e reconhecimento. São os grandes mestres, considerados menores, mestres que nem sabem que são .

Saia da zona de conforto

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É natural que nos fixemos, temerosos, quase enraizados, na zona de conforto. Refletir, mover-se no contra fluxo do senso comum pode ser desconfortável muitas vezes, no entanto, até que ponto você não está acomodado por medo, culpa ou simplesmente preguiça para mover-se e descobrir-se? A vida não é fixa e aqueles que teimarem em fixar-se, um dia, sentirão o terrível peso de escolher viver na zona de conforto. Vamos conversar sobre isso nesse áudio com dois minutos e meio?

https://soundcloud.com/flavio-siqueira-1/reflex-o-com-flavio-siqueira-5

Seu mundo/ único mundo

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Se você não é o que vê, e nem o que pensa, o que é de verdade ?
Não espere respostas fáceis. Se fosse assim, essa não seria uma questão filosófica milenar.

Nos reconhecemos como gente e aceitamos a transcendência, sabemos que o corpo morre e continuamos a fazer planos, perdemos gente querida e, depois do choro, voltamos a sorrir, vamos dormir angustiados mas, depois de um tempo, a angustia vai embora inexplicavelmente. Que tipo de mundo somos ?

Quando meu filho nasceu a sensação mais forte que tive foi “aqui algo que nunca vai acabar”.
Envelheço, mudo o rosto, corpo, mas continuo aqui. De quem é a voz que fala conosco e reconhecemos como pensamento? Por que tenho a clara sensação que sou eterno apesar de ver meu corpo morrendo aos poucos? É possível explicar o profundo sentimento de unidade que temos com tudo, quando entendemos que o que vale são as leis do amor?

Em cada um de nós, um mundo, e esse mundo não acaba.
Não são só os barulhos dos carros, tvs, rádios, vozes, músicas, tem som que sai de você. Pare para ouvir.

Não são só as paisagens, as cores, roupas, formas, tem mais do que isso para ver no seu mundo. Pare para ver.

As coisas não são o que te dizem e muito menos o que aparentam ser.
Você sente que nem tudo se encaixa ? Calma, todos sentem.

Cuide de seu mundo. Ouça no silêncio, veja no escuro, inverta a ordem das coisas; se reinvente.

Tem muita gente querendo que você seja igual a maioria e que seu teto seja baixo, claustrofóbico. Não aceite.
Resista porque em você existe um mundo inteiro.

Não o escritório, o apartamento, faculdade, carro, casa, seu mundo é você, preste atenção: seu mundo é você !
E você não é quem aparece no espelho. Muito menos o soldado, motorista, radialista, pastor, padre, cantor, ator, jornalista, piloto…Você é essa voz sufocada que luta para resistir, o observador no silêncio, aquilo que chamamos de consciência.

Você é a sensação de eternidade, apesar da morte.

É a fome de justiça e a dor inexplicável.

É a sede do espirito e a saudade do que não conhece.

É a sensação de estar longe de casa e a vontade de ser feliz.

É o acolhimento e o desejo em ser útil.

Você é a paz que não se explica e o medo infundado.

É o sorriso do filho e o beijo de quem ama.

É a luz, escuridão, vazio, cheio, é a caminhada.

Tem um mundo acontecendo agora aí dentro. Um mundo que nunca acaba e que um dia será um só, no lugar onde todos os mundos se encontram e se transformam em um único universo.
Cuide se seu mundo.
Ele é tudo o que você tem. Ele é tudo o que você é.