Nossas lógicas

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Não se entende a vida com réguas, cartilhas, sistemas, manuais, regras de qualquer natureza porque a liberdade é a base da existência. A vida é livre, portanto, prescinde teorias, supera explicações, é maior do que a lógica. “Mas o que você diz é baseado em alguma lógica”, argumentaria algum sofista. Talvez. Mas minha lógica é diferente da sua porque ela se baseia na completa falta de estrutura racional organizada, não é um sistema, é livre, e, se há lógica no que eu digo, ela aponta para a subversão desse conceito. Paradoxo.

Quando o outro vai embora

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À quem possa interessar: Um milhão de coisas podem ter afastado alguém do seu caminho e, acredite, não vale a pena tentar dissecar as possíveis razões e entregar-se à conjecturas que serão apenas torturas e divagações que terminarão por lhe fazer mal. Portanto, pacifique-se.

Ninguém se eterniza na gente, não nessas condições, se isso não for uma concessão nossa. Você acaba se fixando, não na pessoa que está longe, mas nas suas expectativas, nos seus vazios projetados em uma idealização.

Tudo o que você imagina viver ao lado de alguém, todo futuro, é uma idealização, não necessariamente a realidade. O que estou querendo dizer é que, independentemente do que tenha feito com que a outra pessoa tenha seguido outra direção, cabe a você escolher a direção a seguir a partir de agora, sem nenhuma razão para questionar ou julgar a motivação do outro. Simplesmente siga seu caminho, esteja presente, venha para o agora e seja feliz.

Se reconhecendo na simplicidade do caminho

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Já reparou que na maioria das vezes precisamos do olhar do outro para nos reconhecermos? É quando não sabemos mais quem somos a não ser por nossos títulos, doutorado, conta bancária, profissão ou condição de pai, mãe, filho, etc… Mas, deverdade, desconsiderando as camadas sociais, culturais ou profissionais que a sociedade reconhece, abaixo delas, na essência, quem é você? Sem tudo isso, sobraria o que ? Nesse áudio com menos de 3 minutos uma breve reflexão sobre a possibilidade de nos reconhecermos na simplicidade do caminho. Pense sobre isso e se enxergue.

https://soundcloud.com/flavio-siqueira-1/reflexao-com-flavio-siqueira

Não faça nada

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Não tente saber, não busque significados, não lute desesperadamente por isso.

Quanto mais energia despende nessa busca, por mais justa que seja, menos energia para enxergar o que realmente importa, menos força para apreciar o simples, o cotidiano, a vida.

Nossa mente se acostumou aos “manuais” e acaba sutilmente tentando encontrar significados onde não há e isso gera desespero, desgaste. Momentos difíceis sempre existirão, mas de algum jeito a gente ainda projeta neles a razão de nossas inquietudes, como se, resolvidos todos, tudo se encaixaria.

Não é assim. Há em nós uma inquietude latente, presente, constante, como quem ainda sente a distância de casa, como se algo que não soubéssemos explicar estivesse faltando, como se nunca fosse o suficiente, então, sem olhar para ela, sem aceitar que não é o problema do relacionamento, nem financeiro, nem profissional, somos nós, enquanto não deslocarmos para a dimensão do existencial, imantaremos as eternas questões da vida com nossas latentes questões interiores.

Quando eu oriento sobre não fazer nada, quero dizer para que venha para o agora, esteja no hoje, enxergue, ouça, perceba, volte os olhos para onde as coisas acontecem e pacifique-se.

Perdoar, amar, entender, projetar significados que iluminarão o caminho são consequências, o passo seguinte, o reflexo de quem se aquietou e, antes de tentar mudar toda a volta, deixou a volta pra lá, sem teorias, sem muitas técnicas, sem falatório, apenas silêncio que traz entendimento, entendimento que traz paz, paz que ilumina dentro, luz de dentro que escancara os caminhos e, naturalmente, reflete em toda a volta.